Companhias aéreas brasileiras temem 'consequências severas' após forte alta do combustível
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As companhias aéreas brasileiras alertaram, nesta quarta-feira (1º), que um aumento superior a 50% nos preços do combustível, impulsionado pelo impacto da guerra no Oriente Médio, terá "consequências severas" para a oferta de serviços no país.
Os preços do petróleo dispararam devido ao conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, o que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais.
Como consequência, a Petrobras anunciou nesta quarta-feira um reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) questionou o aumento do preço.
"A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", afirmou a entidade em nota enviada à AFP.
A Abear ressaltou que, apesar de mais de 80% do querosene consumido no Brasil ser produzido internamente, seu preço permanece atrelado às cotações internacionais do petróleo.
Para mitigar o impacto, a Petrobras anunciou um mecanismo voluntário que permitirá às distribuidoras de aviação comercial pagar apenas um aumento de 18% em abril, com o saldo parcelado em até seis vezes a partir de julho.
A Abear instou a adoção de mecanismos permanentes para reduzir a volatilidade do combustível e garantir a sustentabilidade econômica do setor.
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