BBC demite apresentador investigado há anos por denúncias de agressões sexuais
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A BBC defendeu, nesta quarta-feira (1º), sua decisão de demitir, na semana passada, um de seus apresentadores de rádio mais famosos, que, há alguns anos, foi alvo de uma investigação por supostas agressões sexuais contra um adolescente.
Scott Mills, de 53 anos, apresentador do programa matinal da Rádio 2, foi afastado em 27 de março. Dias depois, a imprensa britânica mencionou as acusações de supostas agressões sexuais.
A polícia de Londres confirmou, nesta semana, ter interrogado Mills em 2018 por supostos "graves delitos sexuais" contra um menor de 16 anos.
A investigação foi aberta em 2016 e os fatos teriam ocorrido entre 1997 e 2000.
O Ministério Público considerou que as provas eram insuficientes para apresentar acusações, e a investigação foi encerrada em 2019.
Nesta quarta-feira, um porta-voz da BBC reconheceu que o grupo havia sido "informado" em 2017 sobre a existência desta investigação e expressou sua intenção de "entender exatamente o que se sabia" dentro da emissora.
"Nas últimas semanas, obtivemos novas informações sobre Scott e conversamos com ele", antes de decidir demiti-lo em 27 de março, acrescentou.
Nos últimos dias, aumentou a pressão sobre a BBC para que explique os motivos da saída repentina de seu apresentador e se tinha conhecimento da existência da investigação policial.
A BBC tem sido envolvida, nos últimos anos, em escândalos sexuais relacionados com figuras de destaque da emissora.
Entre estas figuras estão o ex-apresentador Jimmy Savile, o humorista e ex-apresentador Russell Brand, o DJ Tim Westwood e o ex-apresentador de televisão Huw Edwards.
"No ano passado, estabelecemos expectativas de comportamento para todas as pessoas que trabalham com ou para a BBC e deixamos claro que seriam tomadas medidas se essas expectativas não fossem respeitadas", afirmou um porta-voz nesta quarta-feira.
Scott Mills não reagiu à sua demissão, que ocorre poucas semanas antes da chegada de Matt Brittin, ex-diretor do Google para a Europa, à frente do grupo audiovisual público.
Brittin substitui Tim Davie, que se demitiu em novembro devido a uma polêmica relacionada com a edição enganosa de um documentário sobre o presidente americano, Donald Trump.
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