Internacional

Macron contesta Trump e afirma que França 'não participa' da guerra

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O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou nesta quarta-feira (1º) que a França não foi consultada sobre a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e que "não participa" dela, em resposta às críticas de seu homólogo americano, Donald Trump.

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"É totalmente verdade que a França, que não foi consultada e que não faz parte desta ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e Israel, não participa. Não há nada de novo, é assim desde o primeiro dia, portanto não há motivo para surpresa", declarou Macron em uma entrevista transmitida pela emissora japonesa NHK durante sua visita a Tóquio.

O presidente americano acusou, na terça-feira (31), a França de ter sido "muito pouco cooperativa" nesta guerra e lamentou que "não tivesse permitido que aviões com destino a Israel, carregados com material militar, sobrevoassem o território francês".

O Eliseu, sede da Presidência francesa, já havia expressado surpresa com esta crítica, já que esta é a "posição francesa desde o início deste conflito".

Macron voltou a apelar "à paz, à desescalada e à retomada das negociações, que são a única forma de resolver os problemas de fundo".

"Nada seria pior do que ter bombardeado a região durante semanas e semanas e abandoná-la sem que um marco tenha sido restabelecido. O que a França defende é justamente isso, um marco de cooperação exigente", explicou.

Também defendeu "a reabertura ordenada, de forma pacífica e em consulta com todas as partes envolvidas, do Estreito de Ormuz".

O Irã bloqueou esta estratégica passagem marítima do Golfo, o que impede o trânsito de petróleo e traz consequências para muitos países, incluindo o Japão, altamente dependente do petróleo bruto importado do Oriente Médio.

Segundo o presidente francês, a França e o Japão, "juntamente com outros países da Ásia, Oriente Próximo e Oriente Médio ou da Europa, podem desempenhar um papel que consiste em garantir que o trânsito ocorra sem problemas através de Ormuz".

Esclareceu que não se trataria "de forma alguma de uma opção militar".

"Podemos fazer isso justamente porque não fazemos parte desta guerra", afirmou.

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