Uma grave acusação diplomática colocou o Equador no topo dos assuntos mais pesquisados pelos brasileiros nas últimas horas. O volume de buscas pelo país sul-americano registrou um pico no Google, impulsionado pelas declarações do presidente da Colômbia sobre uma recente operação militar na fronteira.
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Segundo o Google Trends, ferramenta que monitora as pesquisas no site, as buscas por Equador subiram mais de 600% nas últimas horas, entre esta segunda (16/3) e terça-feira (17/3).
O estopim para o aumento repentino de interesse foi a denúncia de que uma ofensiva militar, realizada pelo Equador em parceria com os Estados Unidos, teriam deixado 27 corpos carbonizados na região fronteiriça.
Segundo o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ocorreu um possível bombardeio por parte do Equador no lado colombiano da fronteira, onde operam grupos de narcotraficantes, e advertiu que aguarda os resultados de uma investigação. Ele afirmou que seu governo tem evidências de um ataque com uma "bomba" lançada de um avião perto da linha de fronteira.
"Estão nos bombardeando a partir do Equador e não são os grupos armados ilegais", afirmou.
As forças equatorianas deram início no domingo a uma ofensiva de combate às drogas de duas semanas com apoio dos Estados Unidos.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, é muito próximo a Washington e seu país integra o chamado "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países do continente criada recentemente para enfrentar ameaças à segurança.
Equador nega bombardeio na Colômbia
Nesta terça-feira, Noboa rejeitou as acusações de Petro. O Equador está "bombardeando os locais que serviam de esconderijo" para grupos criminosos, "em grande parte colombianos, que o próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em sua fronteira", declarou Noboa na rede X, dirigindo-se ao presidente colombiano.
"Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu", escreveu Noboa.
Tensão comercial
Equador e Colômbia compartilham uma fronteira de aproximadamente 600 km, onde guerrilhas colombianas e organizações criminosas de ambos os países atuam dedicadas ao tráfico de drogas, de armas, de pessoas e à mineração ilegal.
As acusações surgem em meio a uma guerra comercial que começou em fevereiro e afeta importações, a cooperação energética e o transporte de petróleo.
*Este conteúdo foi revisado por um editor humano a partir de informações geradas por inteligência artificial.
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(Com agências)
