Exército israelense afirma que mais um jornalista morto no Líbano era membro do Hezbollah
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O Exército israelense afirmou nesta segunda-feira (30) que mais um dos jornalistas mortos em um bombardeio no fim de semana no Líbano era membro do movimento islamista Hezbollah, apoiado pelo Irã, sem apresentar provas.
Uma fonte militar libanesa informou que três jornalistas morreram em um bombardeio no sábado: Ali Shoaib, correspondente da emissora Al Manar; Fatima Ftuni, jornalista do canal Al Mayadeen, considerado próximo ao movimento xiita libanês; e seu irmão, Mohammad Ftuni.
O Exército israelense confirmou pouco depois do bombardeio que havia matado Ali Shoaib, qualificando-o como um "terrorista" do Hezbollah que operava sob o disfarce de jornalista.
Nesta segunda-feira, os militares israelenses confirmaram que mataram, no mesmo bombardeio, Mohammad Ftuni, e afirmaram que era "terrorista do braço militar do Hezbollah, que também operava disfarçado de jornalista".
O Exército não apresentou provas para sustentar suas acusações.
Procurado pela AFP, declarou: "É o que temos e o que podemos afirmar". "Enfatizamos que o Exército israelense direciona seus bombardeios contra terroristas e não contra jornalistas", acrescentou.
Ali Shoaib era correspondente de longa trajetória da emissora Al Manar e cobria há décadas conflitos e a atualidade política no Líbano. Em seu comunicado, o Exército também indicou que "tomou conhecimento de relatos" de que "outro jornalista que estava com os terroristas" teria morrido no bombardeio.
Desde o início dos confrontos entre Israel e o Hezbollah em 2023, que um cessar-fogo concluído em novembro de 2024 tentou pôr fim, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) registrou que Israel matou pelo menos 11 jornalistas e profissionais de mídia libaneses.
Na Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas até o cessar-fogo do ano passado, 210 jornalistas e profissionais de mídia palestinos morreram em ataques atribuídos a Israel, segundo o CPJ.
O Líbano foi arrastado para o atual conflito quando o Hezbollah atacou Israel em 2 de março e o Exército respondeu com bombardeios e uma ofensiva terrestre no sul.
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