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Republicanos divididos sobre identidade e estratégia para eleições de meio de mandato

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Uma reunião de conservadores no Texas nesta semana expôs um Partido Republicano em plena disputa por sua identidade, com um debate sobre qual é o melhor caminho para a vitória nas próximas eleições de meio de mandato: a pureza ideológica ou uma base mais ampla.

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Durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) em Dallas, os ativistas discutiram o que está em jogo não apenas em termos de quem deve vencer as primárias que definem os candidatos para novembro, mas também que tipo de partido os republicanos devem ser.

Trata-se de um debate cada vez mais acirrado que revelou tensões entre conservadores linha-dura, pragmáticos e aqueles que não sabem como conciliar as posições.

A discussão se manifesta de forma mais visível em disputas muito midiáticas, como a primária para o Senado no Texas entre o atual senador John Cornyn e o procurador-geral do estado, Ken Paxton, uma corrida que se tornou reflexo da disputa interna mais ampla no partido.

Para alguns, a resposta é clara: quanto mais conservador for o candidato, melhor.

"Paxton, com certeza. Até o fim com Paxton (...) porque ele é um conservador de verdade", disse Petrina Bullard, de 49 anos, corretora imobiliária e agente comunitária de saúde de Dallas.

"Cornyn não é. Nunca foi. Sinceramente, acho que ele é um democrata disfarçado de republicano só para ser eleito".

- Elegibilidade vs. ideologia -

Bullard afirmou que os republicanos devem priorizar candidatos que "estão realmente na linha de frente com as pessoas" em vez de figuras do "establishment", argumentando que concessões ideológicas podem diluir os valores fundamentais do partido.

Para ela, o Texas corre o risco de se tornar um "estado roxo" se os democratas alcançarem força semelhante à dos republicanos.

Outros, no entanto, veem essa abordagem como uma desvantagem em disputas competitivas.

Sean O’Brien, um jovem de 20 anos de Connecticut que estuda na Universidade de Auburn, no Alabama, disse que os republicanos precisam ampliar sua base, embora reconheça as tensões dessa posição.

"Eu diria que precisamos nos mover mais para o centro", afirmou, argumentando que o presidente Donald Trump continua sendo "uma figura muito divisiva".

Ao mesmo tempo, O’Brien disse preferir candidatos alinhados à agenda "Estados Unidos primeiro" de Trump, refletindo o equilíbrio que muitos jovens conservadores tentam alcançar.

- Um partido inseguro -

Para outros, a questão do rumo ainda não está resolvida.

"Se quisermos tentar conquistar mais votos moderados, definitivamente deveríamos ser menos 'ultradireita, conservadores, Trump' e tudo isso", disse Michal Szpak, de 31 anos, de Austin.

"Mas, ao mesmo tempo, podemos perder as pessoas que votam nessas ideias. Então é a pergunta de um milhão. E realmente não tenho uma resposta".

Szpak afirmou que as preocupações imediatas dos eleitores - incluindo a alta dos preços - podem acabar sendo mais importantes em novembro do que a posição ideológica.

"As pessoas se preocupam mais com o que vai acontecer com o Irã. As pessoas se preocupam com o quanto os preços da gasolina estão altos", disse.

Ele advertiu que essas pressões econômicas podem influenciar o pequeno grupo de eleitores indecisos que frequentemente determina o resultado das eleições.

Apesar das divergências, alguns ativistas adotaram um tom mais otimista sobre a capacidade do partido de evitar disputas internas prejudiciais.

Bullard afirmou que as tensões na primária do Texas parecem estar diminuindo, com os republicanos cada vez mais focados em se unir para novembro.

"Acho que, aos poucos, isso está acontecendo".

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ft/jgc/mvl/cr/gv/lm/fp

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