Internacional

França lamenta entrevista com chanceler russo na TV pública

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O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, lamentou nesta sexta-feira (23) que seu homólogo russo, Serguei Lavrov, "pôde desenvolver tranquilamente sua propaganda" durante uma entrevista na emissora pública France 2, que também gerou críticas da Ucrânia.

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Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, o chanceler do presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na França que Moscou estava decidido a defender o "direito internacional".

Lavrov disse que os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que desencadearam a guerra no Oriente Médio, violaram essas normas, mas rejeitou que a Rússia as estivesse infringindo na Ucrânia, onde, segundo ele, suas forças nunca atacam alvos "exclusivamente civis".

Ao final de uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7 na França, Barrot lamentou em entrevista coletiva que "Lavrov pôde desenvolver tranquilamente sua propaganda ontem à noite em uma televisão francesa" e aproveitou para responder.

"Não, a Rússia não defende o direito internacional, nem no Irã, nem na Ucrânia, nem em lugar algum (...) Não, a Rússia não poupa civis", acrescentou o chanceler francês, que citou como exemplo o massacre de Bucha nos primeiros dias da invasão.

Na quinta-feira, o telejornal das 20h da France 2, um dos mais assistidos do país, exibiu dez minutos de uma entrevista remota com Lavrov, que estava em Moscou, realizada pela apresentadora Léa Salamé.

A entrevista foi acompanhada por 3,4 milhões de telespectadores, segundo a Médiamétrie. Uma versão mais longa, de uma hora, foi publicada no site da rádio pública franceinfo.fr.

Muitos especialistas em geopolítica classificaram a entrevista como complacente, e até o embaixador da Ucrânia na França, Vadim Omelshenko, questionou: "Qual é o sentido de oferecer uma tribuna a um fascista qualquer e a um criminoso de guerra?".

O especialista do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri), Dimitri Minic, criticou na rede social X "uma entrevista inútil, mal preparada e, no fim, perigosa", e lembrou a guerra "de informação" conduzida por Moscou contra o Ocidente.

Os representantes da redação da France Télévisions defenderam Léa Salamé, que colocou Lavrov "diante dos fatos" ao abordar os bombardeios contra escolas e os "milhares de civis ucranianos mortos", segundo seu presidente Valéry Lerouge.

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burs-ah-tjc/pb/lm/aa

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