Desemprego sobe levemente no Brasil, mas atinge o menor nível para o período
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O desemprego no Brasil subiu levemente no trimestre encerrado em fevereiro, influenciado por fatores sazonais, embora permaneça em seu nível mais baixo para esse período desde o início dos registros, informou nesta sexta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No último ano, o Brasil registrou suas melhores taxas de desemprego em mais de uma década, um dado importante a sete meses das eleições presidenciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito desses números uma de suas principais bandeiras em suas aparições públicas antes do pleito de outubro, no qual buscará a reeleição.
O índice de desemprego ficou em 5,8% no trimestre móvel de dezembro a fevereiro, uma queda em relação aos 6,8% registrados no mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE.
É o nível mais baixo para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica, em 2012, quando foi adotada a atual metodologia de cálculo.
Em comparação com o trimestre móvel anterior, o desemprego subiu 0,6 ponto percentual. Nesse período, havia 6,2 milhões de desempregados.
O aumento em relação ao trimestre anterior é atribuído à perda de postos de trabalho na administração pública, educação, saúde e construção civil. Estes setores costumam reduzir as vagas no início do ano, com o fim de contratos temporários e a menor demanda por projetos de construção.
"Há influência de movimento sazonal, sobretudo, nos segmentos de educação e saúde", explicou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas do IBGE.
A informalidade característica do mercado brasileiro, que atinge 37,5% dos trabalhadores ou aproximadamente 38,3 milhões de pessoas, registrou uma leve melhora em relação ao trimestre anterior.
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