OCDE faz alerta sobre impacto da guerra na economia da zona do euro
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A escalada dos preços da energia provocada pela guerra no Oriente Médio afetará o crescimento e a inflação da zona do euro em 2026, advertiu nesta quinta-feira (26) a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em suas previsões atualizadas.
O conflito, desencadeado pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, provocou o encarecimento do petróleo, do gás e de outros produtos como fertilizantes, além de ter perturbado as cadeias de abastecimento.
Como consequência, os custos aumentarão e a demanda vai cair, indica a OCDE em suas perspectivas econômicas mundiais atualizadas.
A zona do euro deve registrar um dos maiores impactos. A instituição com sede em Paris reduziu em 0,4 ponto percentual, a 0,8%, sua previsão anterior de crescimento, divulgada em dezembro.
As principais economias do bloco monetário serão afetadas: Alemanha e França (-0,2 ponto, a 0,8% cada), Itália (-0,2, a 0,4%) e Espanha (-0,1, a 2,1%).
O crescimento europeu voltaria a subir em 2027, a 1,2%, impulsionado pelos gastos em Defesa.
Sobre a inflação, a OCDE elevou consideravelmente a previsão para 2026, em 0,7 ponto, a 2,6%. O índice deve desacelerar para 2,1% em 2027.
A inflação subjacente, que exclui elementos muito voláteis como os preços da energia, permaneceria "moderada", a 2,3% (+0,2 ponto).
"Um período prolongado de preços elevados da energia terá como efeito aumentar consideravelmente os custos para as empresas e a inflação dos preços ao consumidor, com consequências prejudiciais para o crescimento", afirma o relatório da OCDE.
Para o conjunto da economia mundial, a OCDE confirma a previsão de crescimento de 2,9% em 2026, menor que em 2025 (3,3%).
Em 2027, o crescimento deve registrar leve alta, a 3%, um pouco menos (-0,1 ponto) do que a previsão anterior.
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