MP da Colômbia investiga denúncias de assédio sexual contra jornalistas
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O Ministério Público da Colômbia anunciou, nesta terça-feira (24), a abertura de uma investigação por assédio sexual na popular emissora de TV Caracol, um caso que repercutiu em outros veículos e trouxe à tona um "Me Too" no jornalismo colombiano.
A Caracol anunciou, na semana passada, a ativação de "protocolos legais" contra dois jornalistas e apresentadores de seu noticiário por suposto assédio sexual, sem divulgar os nomes dos apontados.
Após o anúncio, dezenas de mulheres que trabalharam nesse e em outros veículos se somaram às denúncias, no que afirmam ser um problema estrutural da indústria.
Mais de cem jornalistas mulheres acusaram em uma carta o diretor do sistema de mídia pública, Hollman Morris, de intimidar a ativista dos direitos humanos Lina Castillo, que o denunciou nas redes sociais por abuso sexual em 2019, quando o político era vereador em Bogotá.
Morris, que integra o círculo de confiança do presidente Gustavo Petro, acusou a mulher perante a justiça por suposta injúria e calúnia, em um processo que o Ministério Público começou a investigar em 2023.
O MP anunciou, nesta terça-feira, que designará uma nova promotora especializada em gênero para tratar deste caso no qual Morris aparece como vítima.
As denúncias geraram uma onda de comentários nas redes sociais com as hashtags #MeTooColombia e #YoTeCreoColega (eu acredito em você, colega), que viralizaram.
A Colômbia tem um poderoso movimento feminista, que alcançou feitos como a descriminalização do aborto por qualquer motivo em 2022.
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