Internacional

Manifestantes vão às ruas para exigir aumento dos salários 'de fome' na Venezuela

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Centenas de trabalhadores e aposentados marcharam nesta segunda-feira (23) em Caracas para exigir um aumento dos salários "de fome" e das aposentadorias "de morte", congelados há quatro anos e corroídos por uma alta crônica de preços.

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O salário mínimo na Venezuela equivale atualmente a 28 centavos de dólar (R$ 1,46), enquanto a inflação anual supera 600%. O último ajuste foi decretado em 2022 por Nicolás Maduro — deposto em 3 de janeiro em uma operação militar dos Estados Unidos — e estabeleceu uma renda base de 28 dólares (R$ 146).

"Isso já não é um salário!", disse à AFP Pilar Navarro, aposentada de 72 anos. "O que alguém vai fazer com essa aposentadoria que não dá para nada? Se não fosse meu filho, que me ajuda, eu não poderia comprar meus remédios".

Embora a renda possa chegar a 150 dólares (R$ 786) com bônus estatais, continua sendo insuficiente diante dos 645 dólares (R$ 3.380) que, segundo estimativas privadas, custa a cesta básica de alimentos para uma família.

"Free the salario", dizia um cartaz na manifestação, uma alusão irônica ao slogan governista "Free Maduro", usado pelo chavismo para pedir a libertação do ex-mandatário, preso em Nova York.

Os manifestantes pretendiam chegar ao Ministério do Trabalho, mas foram bloqueados por um grupo de motociclistas partidários do chavismo e por policiais antimotim.

Os sindicatos exigem elevar o salário mínimo para 200 dólares (R$ 1.048). Pedem que sejam utilizados os recursos do fundo criado com receitas do petróleo administrado pelos Estados Unidos a partir de uma nova relação com a presidente interina, Delcy Rodríguez.

Uma página do governo interino mostra receitas de 300 milhões de dólares (R$ 1,57 bilhão) e despesas no mesmo valor sob o conceito de "aumento da renda mínima integral", sem mais detalhes.

"Se entrou dinheiro do petróleo no fundo, devem utilizá-lo para aumentar os salários", reivindicou Griselda Sánchez, dirigente sindical.

Economistas, no entanto, concordam que a Venezuela não está em condições de elevar os salários ao nível exigido pelos trabalhadores.

Em paralelo, o chavismo marchou para exigir o levantamento das sanções internacionais, às quais atribuem todos os males econômicos do país. Washington flexibilizou parcialmente essas medidas após a queda de Maduro.

Sem sanções, "podemos tratar melhor a questão dos salários", disse o influente dirigente Diosdado Cabello, ministro do Interior.

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afc/jt/atm/ad/am

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