Petróleo fecha em alta por temor de prolongamento do conflito no Oriente Médio
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Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (20), depois que a falta de avanços na desescalada no Oriente Médio reacendeu os temores de interrupções prolongadas no mercado de petróleo bruto.
O preço do Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subiu 3,26%, para 112,19 dólares por barril.
Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em abril, avançou 2,27%, para 98,32 dólares por barril, em seu último dia de negociação.
Os participantes do mercado esperam que "os fluxos energéticos globais se recuperem", disse à AFP Art Hogan, da B. Riley Wealth Management. "Mas, por enquanto, não parece haver nenhum progresso nessa direção".
O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde normalmente transita cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo, permanece bloqueado.
Além disso, a guerra ganhou uma nova dimensão nos últimos dias, com ataques direcionados diretamente às instalações de produção de petróleo e gás, e não apenas à infraestrutura de armazenamento e transporte.
Na quinta-feira, Teerã continuou seus ataques com drones contra a infraestrutura energética no Golfo, tendo como alvo uma refinaria saudita e outras duas no Kuwait.
No dia anterior, a maior usina de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, localizada no Catar, sofreu graves danos após ataques iranianos em represália aos bombardeios israelenses contra o campo de gás South Pars/North Dome, compartilhado por Teerã e Doha.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na quinta-feira a Israel que cessasse os ataques contra a infraestrutura energética iraniana, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, respondeu que acataria a ordem.
Netanyahu também declarou que a guerra terminaria "antes do que as pessoas pensam", o que provocou uma queda nos preços do petróleo bruto no início da sessão.
No entanto, mesmo que a guerra termine rapidamente, "os preços provavelmente cairiam, mas não voltariam aos níveis anteriores ao conflito", afirmou Rasmussen.
Isso se deve principalmente ao fato de que os países importadores terão que recompor seus estoques, o que gerará uma maior demanda.
Os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) começaram a liberar reservas de petróleo, como anunciaram em meados de março, e um total de 426 milhões de barris, principalmente de petróleo bruto, será disponibilizado, segundo um comunicado da AIE.
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