Não há sinais de vazamento de hidrocarbonetos em navio russo à deriva no Mediterrâneo
compartilhe
SIGA
O navio russo sem tripulação que foi alvo de um ataque no início de março e que deriva em direção à Líbia não apresenta qualquer indício de que as 700 toneladas de hidrocarbonetos que transporta estejam se dispersando, declarou nesta sexta-feira (20) a Proteção Civil italiana.
A Rússia acusa a Ucrânia de ter atacado no início de março o Arctic Metagaz, de 277 metros de comprimento, com drones lançados a partir da costa líbia. O navio tinha zarpado de Murmansk, no noroeste da Rússia, e transportava gás natural liquefeito (GNL) com destino a Port Said, no Egito.
Segundo a Rússia, os 30 membros da tripulação foram resgatados e o navio foi abandonado. A Ucrânia, invadida pela Rússia em fevereiro de 2022, não fez qualquer comentário sobre o ataque.
O navio encontra-se em águas internacionais, mas na zona de busca e salvamento (SAR) líbia, indicou nesta sexta-feira o chefe do serviço de imprensa da Proteção Civil italiana, Pierfrancesco Demilito.
"Até este momento, não temos qualquer informação [...] de que o combustível tenha começado a se dispersar", disse Demilito em coletiva de imprensa.
Segundo ele, a quantidade de gás ainda presente a bordo é difícil de calcular, mas é "potencialmente perigosa" devido ao risco de explosão.
Na segunda-feira, a porta-voz do ministério russo das Relações Exteriores tinha afirmado que, quando foi abandonado, o navio ainda continha combustível, "450 toneladas métricas de fuelóleo pesado e 250 toneladas métricas de gasóleo, bem como uma quantidade considerável de gás natural".
Imagens captadas pela AFP a partir de um avião no domingo, quando o navio se encontrava a 50 milhas náuticas a sudoeste de Malta, mostram algumas das suas partes escurecidas e muito danificadas pelo fogo, e dois rombos de cada lado.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
jra/cmk/bds/eg/jvb/ic/am