Internacional

Netanyahu nega ter ofendido cristãos ao comparar Jesus com Gengis Khan

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defendeu-se nesta sexta-feira (20) das acusações de ter tido a intenção de ofender os cristãos ao comparar Jesus com Gengis Khan e negou ter "menosprezado" Cristo.

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"Mais desinformação (desta vez) sobre minha atitude em relação aos cristãos", escreveu no X.

"Sejamos claros, não menosprezei Jesus Cristo durante minha coletiva de imprensa", mas sim o "contrário, citei o grande historiador americano Will Durant", acrescentou o primeiro-ministro.

Esse "fervoroso admirador de Jesus Cristo", indicou Netanyahu, "afirmava que a moralidade, por si só, não basta para garantir a sobrevivência".

"Não quis ofender ninguém", insistiu.

Na noite de quinta-feira, Netanyahu havia declarado, citando um livro de Durant: "A História demonstra que, infelizmente e tristemente, Jesus Cristo não tem nenhuma vantagem sobre Gengis Khan. Porque, se você for suficientemente forte, suficientemente implacável, suficientemente poderoso, o mal prevalecerá sobre o bem".

Esse comentário provocou uma avalanche de críticas nas redes sociais.

Muitos fiéis se ofenderam com a comparação entre Jesus Cristo, Deus feito homem para os cristãos e "príncipe da paz", e Gengis Khan, fundador no século XIII do Império Mongol, cujas hordas devastaram a Ásia, dos confins da China até o Mediterrâneo.

A declaração de Netanyahu "é ofensiva em vários níveis", reagiu no X Munther Isaac, pastor palestino de Belém.

"Ela não se limita a comparar Jesus com Gengis Khan, também sugere que o caminho de Jesus é ingênuo, enquanto uma abordagem implacável, em que a força prevalece sobre o direito (...) seria, em última instância, o que permite que o bem triunfe sobre o mal", acrescentou.

"Netanyahu e seus apoiadores sionistas cristãos zombam da ética de Jesus", escreveu o reverendo luterano.

Na mesma coletiva de imprensa, o chefe do governo israelense justificou o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, lançado em 28 de fevereiro, que desencadeou uma guerra regional.

Segundo ele, era a melhor forma de garantir a segurança, não apenas de Israel, mas do mundo inteiro, contra o que ele qualifica como ameaça nuclear e balística iraniana.

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mj/anr/cm/erl/jvb/am

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