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Paris, Marselha, Le Havre: eleições locais na França antecipam disputa presidencial

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Será que a direita conseguirá tomar Paris da esquerda após 25 anos? Será que a extrema direita governará Marselha? A França descobrirá as respostas para essas perguntas após o segundo turno das eleições municipais neste domingo (22), que podem ter um impacto significativo na corrida presidencial de 2027. 

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Abaixo estão as principais cidades para acompanhar. Seus resultados podem determinar as alianças e a dinâmica que levarão à próxima eleição presidencial, na qual o atual presidente de centro-direita, Emmanuel Macron, não poderá mais concorrer.

- Paris -

A disputa eleitoral promete ser acirrada na capital francesa. Uma vitória da direita unida seria um sucesso significativo contra uma esquerda dividida. 

O deputado socialista Emmanuel Grégoire liderou o primeiro turno com quase 37,98% dos votos, seguido pela ex-ministra da Cultura, a conservadora Rachida Dati, com 25,46%. Outros três candidatos também se classificaram. 

Mas um deles — o candidato de centro-direita Pierre-Yves Bournazel (11,34%) — voltou atrás na promessa de permanecer na disputa e uniu sua lista à de Dati. Já a candidata de extrema direita Sarah Knafo (10,4%) desistiu, aumentando as chances de vitória da direita. 

Grégoire acusou Macron de ter "interferido" para "ajudar Sarah Knafo a desistir", acusações que o presidente negou, e rotulou Dati como a "candidata de extrema direita" após ela receber o apoio "pessoal" de seu líder, Jordan Bardella. 

Três pesquisas apontam para uma vitória do candidato da aliança entre socialistas, verdes e comunistas, com entre 45,5% e 48% dos votos, apesar de enfrentar uma rival da esquerda radical, Sophia Chikirou, do partido A França Insubmissa (LFI). 

Com 11,72% dos votos no primeiro turno, Chikirou manteve sua candidatura para o segundo turno. Grégoire recusou-se a formar uma aliança com a candidata do LFI, que focou sua campanha em atacar os socialistas.

Dati tem julgamento marcado para setembro por corrupção e tráfico de influências, enquanto Chikirou será julgada em maio por fraude. Ambos já respondem a outros processos.

- Marselha -

Ao contrário de Paris, o deputado Sébastien Delogu, do partido LFI, retirou-se do segundo turno das eleições na segunda maior cidade da França, que colocará o atual prefeito, o socialista Benoît Payan, contra o deputado de extrema direita Franck Allisio. 

Uma vitória de Allisio fortaleceria o partido Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen e Bardella, especialmente porque este partido lidera as pesquisas para a Presidência. Juntamente com seus aliados, eles esperam conquistar outras cidades do sudeste da França, como Toulon, Nîmes e Nice. 

Payan e Allisio obtiveram cerca de 36% dos votos cada. Mas a desistência de Delogu (11,9%) e a permanência da candidata de direita Martine Vassal (12,4%) aumentam as chances do socialista. 

Os resultados em Paris e Marselha poderão alimentar os debates acalorados sobre se o bloco de esquerda — dos socialistas ao LFI — deve apresentar um único candidato em 2027 para tentar chegar ao segundo turno das eleições presidenciais. 

Neste sentido, a atenção estará voltada para outras capitais regionais. Em Lyon e Toulouse, a esquerda concorre unida nas eleições municipais contra um único adversário. Em Lille e Estrasburgo, disputará a prefeitura com duas listas separadas, enfrentando outros rivais.

- Le Havre -

O ex-primeiro-ministro de Macron, Édouard Philippe, de centro-direita, baseou sua candidatura presidencial na reeleição como prefeito da cidade portuária de Le Havre, no noroeste da França. 

Philippe liderou o primeiro turno com quase 44% dos votos e enfrentará o candidato comunista Jean-Paul Lecoq (33,25%) e o candidato de extrema direita Franck Keller (15,30%) no segundo turno. 

O primeiro-ministro durante a pandemia de coronavírus é considerado um dos candidatos mais fortes contra a extrema direita em 2027. A reeleição poderia fortalecer sua candidatura para liderar o bloco de centro-direita na eleição presidencial.

- Hittler vs. Zielinski -

Sem impacto na corrida presidencial, a atenção também estará voltada para a pequena cidade de Arcis-sur-Aube, cerca de 150 quilômetros ao leste de Paris, onde Charles Hittler concorrerá à prefeitura contra dois candidatos, entre eles Antoine Renault-Zielinski.

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tjc-ah/meb/aa/fp

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