Fifa multa Federação Israelense de Futebol por "discriminação"
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O Comitê Disciplinar da Fifa multou nesta quinta-feira (19) a Associação Israelense de Futebol (IFA) em 150.000 francos suíços (cerca de R$ 997.000 na cotação atual) por "violações graves e reiteradas" de suas obrigações no combate à discriminação.
A entidade israelense "deixou de adotar medidas concretas e transparentes contra comportamentos discriminatórios", particularmente no que tange a atitudes racistas manifestadas por torcedores do Beitar Jerusalém e "tolerou mensagens politizadas e militaristas em contextos futebolísticos", explicou a Fifa em um comunicado.
Sua decisão, detalhada ao longo de 40 páginas, enumera uma série de comportamentos racistas no futebol israelense, variando de cânticos referentes à pureza racial nas arquibancadas do Beitar a insultos dirigidos a jogadores árabes, assim como mensagens "militaristas" publicadas nas redes sociais por dirigentes de ligas profissionais e do Maccabi Netanya.
A Fifa considerou que as multas impostas pela IFA ao Beitar foram insuficientemente específicas, observando que não estavam expressamente vinculadas a incidentes racistas.
Também foi constatado que a IFA "não fez nenhuma declaração pública condenando o racismo, não lançou nenhuma campanha para combater a discriminação e não adotou medidas visando promover a inclusão de jogadores árabes ou palestinos".
A Associação Israelense de Futebol deve pagar dois terços da multa "no prazo de 30 dias" e investir o restante "na implementação de um plano abrangente destinado a assegurar ações contra a discriminação".
Além disso, em suas próximas três partidas internacionais disputadas em casa, Israel deve exibir uma faixa grande e altamente visível com os dizeres "O futebol une o mundo – Não à discriminação", acrescentou a Fifa.
Além disso, a Fifa decidiu "não tomar nenhuma medida" em relação aos clubes israelenses estabelecidos em assentamentos ilegais na Cisjordânia, rejeitando, assim, um pedido palestino que estava pendente há dois anos e que contava com o apoio de diversos especialistas das Nações Unidas.
A entidade máxima do futebol mundial optou por "não tomar nenhuma medida, tendo em vista que (...) o status jurídico final da Cisjordânia é uma questão não resolvida e extremamente complexa sob o direito internacional público", anunciou em um comunicado.
"A Fifa deve continuar a promover o diálogo e oferecer mediação" entre as federações de futebol israelense e palestina, acrescentou o texto.
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