Seleção feminina de futebol do Irã retornou ao seu país
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A seleção feminina de futebol do Irã, da qual várias jogadoras solicitaram asilo na Austrália, retornou ao país após cruzar o posto de Gürbulak, na fronteira com a Turquia, confirmou um correspondente da AFP.
O grupo inclui quatro jogadoras — entre elas a capitã Zahra Ghanbari — e um integrante da comissão técnica, que desistiram de seus pedidos de asilo na Austrália e decidiram voltar ao Irã.
As jogadoras, vestindo o uniforme oficial da delegação iraniana, embarcaram em um ônibus pouco antes, rumo à fronteira de Gürbulak-Bazargan, após desembarcarem no Aeroporto de Igdir, no leste da Turquia.
A cidade iraniana de Bazargan (noroeste) fica a aproximadamente 900 quilômetros por estrada da capital, Teerã.
Após chegarem a Kuala Lumpur nesta quarta-feira (18), procedentes da Austrália, onde disputaram a Copa da Ásia, as jogadoras voaram para Omã na segunda-feira e, na terça-feira, embarcaram em outro avião com destino a Istambul.
"Sinto falta da minha família", disse uma delas à AFP na segunda-feira, no aeroporto de Kuala Lumpur.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, elogiou as jogadoras e a comissão técnica da seleção feminina de futebol, descrevendo-as como "filhas da pátria" acolhidas pelo "povo iraniano".
Ele acrescentou que elas "desapontaram os inimigos" da República Islâmica ao resistirem ao "engano e à intimidação de elementos anti-iranianos".
Sete integrantes da delegação feminina iraniana — seis jogadoras e um membro da comissão técnica — haviam inicialmente buscado asilo na Austrália após serem consideradas "traidoras" em seu país por se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma partida, em meio à guerra entre o Irã e os Estados Unidos e Israel.
No entanto, apenas duas jogadoras permaneceram em solo australiano.
Organizações de direitos humanos têm acusado repetidamente as autoridades iranianas de pressionar atletas femininas no exterior, ameaçando suas famílias ou confiscando seus bens caso desertem ou façam declarações contra a República Islâmica.
Por sua vez, as autoridades iranianas acusam a Austrália de pressionar as jogadoras a permanecerem no país.
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