Alta do preço do petróleo devido à guerra no Irã perde força
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A alta dos preços do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio se moderou nesta terça-feira (17), embora o barril siga em torno de 100 dólares, após vários países descartarem o apelo dos Estados Unidos para enviar navios ao Estreito de Ormuz.
Os contra-ataques iranianos com drones contra monarquias do Golfo impulsionaram os preços do petróleo desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram bombardeios contra o Irã que mataram o líder supremo Ali Khamenei, substituído desde então por seu filho.
Nesta terça-feira, os preços voltaram a subir cerca de 5% após a trégua do dia anterior, mas reduziram os ganhos ao longo do dia.
Pouco antes das 14h GMT (11h no horário de Brasília), o Brent do Mar do Norte, referência internacional, avançava 1,82%, a 102,03 dólares (R$ 526,98) por barril, após ter atingido 103,43 dólares (R$ 533,93) horas antes.
O barril do WTI, referência americana, subia 1,34%, a 94,75 dólares (R$ 489,06).
"Os preços do petróleo sobem novamente" porque "as infraestruturas de abastecimento estão sendo atacadas", afirmou Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da plataforma XTB.
"O Irã intensificou seus ataques contra infraestruturas energéticas regionais, enquanto a maioria dos países ainda não apoiou a iniciativa do presidente (americano) Donald Trump para garantir a segurança do transporte marítimo no Estreito de Ormuz", resumiu Matt Britzman, analista da Hargreaves Lansdown.
A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu na semana passada liberar até 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas.
A medida ajudou a acalmar os investidores, assim como a travessia de um petroleiro paquistanês pelo Estreito de Ormuz, o primeiro navio não iraniano a utilizar essa rota bloqueada pelo Irã.
Por sua vez, as bolsas mantinham a calma nesta terça-feira, com tendência de alta na Europa e na abertura dos mercados nos Estados Unidos.
"Cada vez mais se tem a sensação de que os mercados tentam ignorar as tensões atuais", afirmou Fawad Razaqzada, da FOREX.com.
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