Internacional

Dois mortos em epidemia de meningite 'sem precedentes' na Inglaterra

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Um surto de meningite meningocócica (bacteriana), declarado na região de Canterbury, no sudeste da Inglaterra, com quinze casos confirmados, causou a morte de dois jovens, anunciou nesta terça-feira (17) o ministro da Saúde britânico, Wes Streeting, que descreveu o surto como "sem precedentes".

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Um caso foi relatado no sábado pelas autoridades francesas e envolve uma pessoa na França que havia visitado a Universidade de Kent em Canterbury, disse o ministro ao Parlamento, sem fornecer mais detalhes. 

"A maioria dos casos está ligada à boate Club Chemistry", frequentada por estudantes de Canterbury, "entre 5 e 7 de março", disse Streeting. 

Cerca de 700 doses de antibióticos "preventivos" foram administradas a jovens que podem ter sido expostos, em uma tentativa de conter esta "epidemia sem precedentes", acrescentou o ministro.

Um total de quinze casos, todos com necessidade de hospitalização, foram relatados à Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA) desde sexta-feira. 

Desses quinze casos, quatro, incluindo os dois casos fatais, foram infecções meningocócicas "do grupo B", raras, mas muito graves. 

Os dois falecidos são uma aluna do último ano do ensino médio, de 18 anos, da Queen Elizabeth's Grammar School em Faversham, e um estudante de 21 anos da Universidade de Kent.

Trish Mannes, diretora-adjunta da UKHSA na região, afirmou que qualquer pessoa que tenha frequentado a boate nessas datas deve "procurar tratamento antibiótico preventivo". 

Segundo a proprietária do Club Chemistry, cerca de 2.000 pessoas visitaram o estabelecimento durante as três noites em questão. 

As autoridades de saúde também anunciaram que realizarão um programa de vacinação contra a infecção, oferecido a bebês desde 2015, para estudantes que residem nos alojamentos do campus da Universidade de Kent. 

Os primeiros casos foram detectados na sexta-feira. 

Houve questionamentos sobre a rapidez e a comunicação da resposta das autoridades de saúde à epidemia. O ministro da Saúde respondeu nesta terça-feira que a UKHSA agiu "com a maior rapidez e abrangência possível". 

Mais rara que a viral, a meningite bacteriana, que pode ser fatal mesmo com tratamento, apresenta alta taxa de mortalidade e risco significativo de sequelas.

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cla/alm/psr/eg/aa

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