A segurança no Estreito de Ormuz: táticas e ameaças
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O presidente Donald Trump pressiona os aliados dos Estados Unidos a ajudar a garantir a segurança no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em resposta à ofensiva israelense-americana iniciada no mês passado.
Trump alertou nesta segunda-feira (16) que "um único terrorista" poderia "colocar algo na água" ou disparar um míssil contra os navios que transitam por essa via estratégica. Ele afirmou que vários países prometeram ajudar e criticou aqueles que não estavam "entusiasmados" em fazê-lo.
Segue abaixo uma análise da AFP de como poderia funcionar uma missão de escolta, e das ameaças aos navios no estreito.
- Escolta -
Em uma operação de segurança, navios de guerra tentariam dar cobertura aos petroleiros que transitam pelo estreito e responder em caso de disparos contra embarcações comerciais, indicou Jonathan Schroden, diretor de pesquisas do americano Center for Naval Analyses.
Um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo passam pelo estreito. Embarcações menores, como destróieres e fragatas, seriam as mais indicadas para a missão de escolta, que poderia incluir a cobertura de helicópteros e aviões.
"Navios de superfície da Marinha com um certo grau de apoio aéreo seriam a principal forma de fazê-lo", disse Schroden.
- Minas -
A Marinha americana escoltou petroleiros no Golfo para protegê-los de ataques iranianos durante a Guerra Irã-Iraque, na década de 1980. As minas representavam uma ameaça naquele operação, o que poderia acontecer novamente.
Donald Trump afirmou ontem que os Estados Unidos haviam atingido todos os navios iranianos dedicados à instalação de minas, mas disse que elas poderiam ser transferidas para outras embarcações.
Schroden apontou que o Irã possui "múltiplos meios para colocar minas na água". Trump ressaltou que Washington não sabia se o Irã havia instalado alguma mina no estreito.
- Mísseis, drones, barcos -
Washington afirma que a Marinha iraniana foi amplamente destruída, mas Teerã possui mísseis, drones e pequenas embarcações de ataque que também poderiam ser usados contra a navegação no estreito.
"Os barcos pequenos e embarcações de ataque rápido do Irã contam com uma variedade de armamentos que poderiam lançar para tentar atingir petroleiros ou navios de guerra na superfície", disse Schroden.
Também dispõem de "toda uma gama de mísseis que podem usar, além de drones que fabricam e que também poderiam usar", acrescentou o diretor. "Têm uma grande variedade de ameaças que podem mobilizar."
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