Internacional

Aliados da Otan rejeitam proposta de Trump de intervir no Estreito de Ormuz

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Os aliados dos Estados Unidos na Otan rejeitaram, nesta segunda-feira (16), a proposta do presidente americano, Donald Trump, que quer que a aliança ajude a reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra no Oriente Médio.

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A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã "não tem nada a ver com a Otan", afirmou nesta segunda o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius.

"A Otan é uma aliança para a defesa do território de seus membros e, na situação atual, não existe mandato para mobilizar a Otan", declarou o porta-voz.

Trump disse ao Financial Times que a Aliança Atlântica enfrenta um futuro "muito ruim" se não ajudar a abrir o Estreito de Ormuz.

O trânsito de navios por essa passagem, crucial para o comércio mundial de petróleo e gás, está paralisado pelo Irã, o que disparou os preços do petróleo bruto.

O conflito começou em 28 de fevereiro com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que, em represália, também está bombardeando instalações em países do Golfo.

No sábado, Trump lançou a ideia de uma coalizão de países para garantir a segurança nesse estreito, citando a China, entre outros. Austrália e Japão, por sua vez, já descartaram participar de uma missão naval.

O republicano criticou nesta segunda alguns países por sua resposta morna diante de seu apelo para colaborar na proteção do tráfego de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz.

"Faz 40 anos que os protegemos e eles não querem se envolver", declarou. "Incentivamos enfaticamente as demais nações a se juntarem a nós, e que o façam rapidamente e com grande entusiasmo", acrescentou.

Além disso, Trump disse esperar que França e Reino Unido ajudem na missão.

Os ministros das Relações Exteriores dos 27 países da União Europeia (UE) se reuniram nesta segunda-feira em Bruxelas para tratar de uma possível modificação da missão naval do bloco no Mar Vermelho, chamada Aspides, a fim de contribuir para a reabertura de Ormuz.

Mas, ao fim do encontro, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, reconheceu que "por enquanto não há disposição para mudar o mandato" da missão.

De Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que trabalha com seus aliados em "um plano coletivo viável" para reabrir o estreito e aliviar o impacto econômico, embora tenha ressaltado que esse plano "não será nem jamais foi pensado como uma missão da Otan".

Polônia, Espanha, Grécia e Suécia também se distanciaram da proposta e se mostraram reticentes em se envolver militarmente em Ormuz.

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burs-avl/al/pc/an/ic/am

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