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Juiz anula ação contra presidente do Fed iniciada pela administração Trump

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Um juiz federal dos Estados Unidos anulou as intimações ao presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, feitas pelo Departamento de Justiça, que havia aberto uma investigação sobre as reformas de um edifício da instituição, segundo um documento divulgado nesta sexta-feira (13).

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"Uma montanha de provas sugere que o governo apresentou essas intimações ao conselho (do Fed) para pressionar seu presidente a votar a favor de taxas de juros mais baixas ou a renunciar", escreveu o juiz James E. Boasberg em um texto datado de 11 de março.

"Portanto, o tribunal conclui que as intimações foram emitidas com um propósito indevido e as anulará", acrescentou.

Os documentos foram divulgados publicamente nesta sexta-feira.

A promotora Jeanine Pirro respondeu rapidamente, afirmando que a administração Trump recorreria da ordem e classificou a decisão como "indignante".

"Esta é a antítese da justiça. Exonerar qualquer pessoa sem registros, sem uma investigação nem interrogatório, não é a forma como funciona nosso sistema de justiça criminal", declarou a jornalistas.

"Ninguém está acima da lei, e esta decisão indignante será apelada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos".

O presidente Donald Trump tem insultado reiteradamente Powell por causa das políticas monetárias do Fed em relação à fixação das taxas de juros.

Em janeiro, Powell revelou que o Departamento de Justiça havia iniciado uma investigação relacionada aos sobrecustos nas obras de renovação da sede do Federal Reserve em Washington.

A investigação não tinha precedentes, e Powell respondeu em janeiro com um comunicado no qual afirmava que o objetivo era intimidá-lo, assim como ao Federal Reserve.

"O que está em jogo aqui é se o Federal Reserve poderá continuar fixando as taxas de juros com base em provas e nas condições econômicas, ou se, ao contrário, a política monetária será conduzida por pressões políticas ou intimidação", declarou na ocasião.

"O governo não apresentou, em essência, nenhuma prova que permita suspeitar que o presidente Powell tenha cometido qualquer crime; de fato, suas justificativas são tão frágeis e carecem tanto de fundamento que este Tribunal não pode senão concluir que se tratam de meros pretextos", afirmou o juiz Boasberg em sua decisão.

O Fed não respondeu às consultas da AFP sobre o assunto.

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aha/jgc/dg/lb/am

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