Ativistas de direitos humanos cobram desbloqueio de cerca de 200 sites na Venezuela
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Ao grito de "liberdade de expressão para a internet e a televisão", ativistas de direitos humanos cobraram, nesta sexta-feira (13), do governo interino da Venezuela o desbloqueio de cerca de 200 sites que estão restritos.
A exigência ocorre em meio a um processo de anistia para a libertação de presos políticos anunciado pela presidente interina, Delcy Rodríguez, poucos dias após a captura do deposto presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas.
O protesto, realizado no Dia Mundial contra a Censura na Internet, ocorreu em frente à Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela (Conatel), órgão regulador das telecomunicações no país e responsável pelos bloqueios.
"Na Venezuela há mais de 200 domínios de internet bloqueados pelos principais provedores de internet do país", disse Andres Azpurua, da ONG Venezuela Sem Filtro, uma das páginas bloqueadas, à AFP.
"Isso abrange mais de 60 sites de notícias e praticamente todo o ecossistema de meios venezuelanos e da mídia internacional", acrescentou Azpurua, em alusão aos bloqueios que incluem o site desta ONG dedicada a documentar a censura.
A censura na Venezuela "é uma política de Estado", denunciou Oscar Murillo, coordenador da ONG Provea.
Murillo afirmou que, com o protesto, aspiram à suspensão das restrições e ao retorno do sinal das emissoras de rádio privadas, com o objetivo de alcançar uma "rede de comunicações aberta" que rompa com décadas de censura.
"Estamos exigindo que estes bloqueios sejam suspensos e lhes dizendo, de forma muito clara, que, para que haja uma Venezuela livre, precisamos de uma internet livre", afirmou Luis Serrano, da ONG Redes Ayuda, dedicada a defender o direito à livre expressão.
Delvalle Canelón, porta-voz do colégio de jornalistas da Venezuela, disse que, durante quase três décadas de chavismo, mais de 400 meios de comunicação foram fechados na Venezuela.
Azpurua acrescentou ainda que "não houve mudanças na censura da internet" após a captura de Maduro em 3 de janeiro. "Se queremos que haja democracia na Venezuela, a internet precisa ser desbloqueada", enfatizou.
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