Israel retira acusações contra cinco soldados acusados de abusar de palestino detido
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O Exército israelense anunciou, nesta quinta-feira (12), que retirou as acusações contra cinco soldados acusados de abusar de um palestino na prisão de alta segurança de Sde Teiman, um caso que havia gerado indignação generalizada.
"À luz dos significativos desdobramentos desde a apresentação da acusação no caso de Sde Teiman, o procurador-geral militar decidiu ordenar o arquivamento das acusações contra os cinco réus", afirmou o Exército.
Em fevereiro de 2025, o Exército anunciou que cinco reservistas haviam sido acusados do suposto abuso de um detento palestino em julho de 2024 no centro de detenção de Sde Teiman, próximo à Faixa de Gaza.
Na época, o Exército declarou que os soldados eram acusados de "agir contra o detento com extrema violência, incluindo esfaqueá-lo nas nádegas com um objeto cortante, que penetrou próximo ao reto".
Ao explicar a decisão de retirar as acusações, o Exército declarou que "dificuldades processuais relacionadas à transferência de informações pela polícia israelense prejudicaram o direito dos réus a um julgamento justo".
Outro fator citado foi que o detido havia sido devolvido a Gaza e, portanto, estava impossibilitado de depor no caso.
O exército informou que o chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, pediu aos militares que "tirassem lições" do ocorrido para evitar que situações semelhantes se repetissem no futuro.
O caso também envolveu a ex-procuradora-geral militar, que renunciou ao cargo após surgirem suspeitas de que um vídeo do incidente em Sde Teiman havia sido vazado. Em sua carta de renúncia, publicada pela mídia em novembro de 2025, a ex-procuradora-geral militar reconheceu que seu gabinete havia distribuído o vídeo à imprensa.
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