Cofundador do restaurante dinamarquês Noma deixa o cargo após denúncias de abusos
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O chef dinamarquês Rene Redzepi, cofundador do Noma, várias vezes eleito o melhor restaurante do mundo, anunciou nesta quinta-feira (12) que está se afastando do cargo após denúncias de abusos.
"Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar", escreveu Redzepi no Instagram.
O jornal The New York Times publicou no fim de semana depoimentos detalhados de testemunhas sobre abusos cometidos no Noma, incluindo episódios de violência física e humilhação pública ocorridos entre 2009 e 2017.
"Trabalhei para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar a cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado", disse Redzepi. Ele acrescentou que "um pedido de desculpas não basta; eu assumo a responsabilidade pelos meus atos".
Em fevereiro, Jason Ignacio White, ex-coordenador do laboratório de fermentação do Noma, começou a publicar relatos de abusos que testemunhou quando trabalhava no restaurante.
"Noma não é uma história de inovação. É a história de um maníaco que gerou uma cultura de medo, abuso e exploração", disse White no Instagram.
O nome do restaurante é um acrônimo das palavras dinamarquesas "nordisk" (nórdico) e "mad" (comida). O Noma foi inaugurado em 2003 em um cais no centro de Copenhague.
Fechou em 2016 e reabriu dois anos depois nos arredores de Copenhague.
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