Trump diz que EUA deve 'terminar trabalho' no Irã e recorrer às reservas de petróleo bruto
compartilhe
SIGA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que o país deve "terminar o trabalho" no Irã, ao mesmo tempo em que reconheceu que a guerra o obrigará a usar "um pouco" das reservas de petróleo do país.
Trump voltou a enviar mensagens aparentemente contraditórias ao longo do dia, em Washington e em duas viagens a redutos eleitorais, enquanto a guerra atingia em cheio o Irã e países da região.
"Não queremos ir embora antes da hora, certo? Temos que terminar o trabalho, não?", disse Trump diante de seus apoiadores em Hebron (Kentucky, centro-leste).
Pouco antes, porém, em uma conversa telefônica com o site informativo Axios, ele havia assegurado que "praticamente não resta nada para atacar" no Irã e que o conflito terminará "em breve".
"Assim que [eu] quiser que isso pare, vai parar", acrescentou Trump ao Axios.
Diante de jornalistas na Casa Branca, antes de viajar, o presidente explicou ainda que "em breve, muito em breve" haverá "uma grande segurança" no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos localizaram e atacaram 28 navios minadores iranianos na área, afirmou. Na terça-feira, esse número era de 16.
Depois, no entanto, durante uma visita a uma empresa em Cincinnati, reconheceu que a crise do petróleo desencadeada pela situação em Ormuz o obrigará a reduzir "um pouco" a reserva estratégica de petróleo dos Estados Unidos, para ajudar a baixar os preços.
O Irã, por sua vez, afirmou ter atacado um navio de bandeira liberiana de propriedade israelense e um navio porta-contêineres tailandês no Estreito de Ormuz.
Trump enfrenta pesquisas negativas no cenário interno e temores sobre a perturbação da economia mundial causada pela guerra.
O presidente republicano, de 79 anos, enfrenta decisivas eleições legislativas de meio de mandato em novembro, nas quais está em jogo o controle do Congresso.
O Irã respondeu com ataques, embora muito menos intensos do que no início do conflito, segundo os Estados Unidos, e com declarações desafiadoras, após escolher um novo aiatolá, o filho do líder assassinado Ali Khamenei.
Estados Unidos e Israel deveriam "considerar a possibilidade de se verem envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial", declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária, à televisão estatal.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
bur-jz/mr/am