Internacional

EUA esclarece que sua Marinha não escolta petroleiros no Estreito de Ormuz

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O governo dos Estados Unidos teve que retificar nesta terça-feira (10) e esclarecer que sua Marinha não escolta nenhum petroleiro no Estreito de Ormuz, após uma mensagem do secretário de Energia, Chris Wright, rapidamente desmentida pela Casa Branca.

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"Posso confirmar que a Marinha dos Estados Unidos não escoltou nenhum navio-tanque ou embarcação até o momento, embora, é claro, seja uma opção”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em coletiva de imprensa.

Teerã também refutou a afirmação do secretário de Energia, que havia anunciado essa primeira operação de escolta desde que começou a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O mercado, muito nervoso desde o início das hostilidades, havia reagido com otimismo à mensagem na rede X do secretário.

"As forças armadas iranianas [...] não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso", replicou Ali Mohammad Naini, porta-voz dos Guardiões da Revolução, o exército ideológico do regime.

Desde 2 de março foi detectada a travessia de mais de 20 navios comerciais pelo estreito, segundo uma análise da AFP baseada em dados da Marine Traffic.

Outros atravessaram o estreito de Ormuz com os transponders desligados para ocultar sua posição e, às vezes, só voltam a aparecer nos sistemas de rastreamento marítimo quando já saíram da região.

Dos navios que transmitiram ao menos um sinal enquanto tentavam a travessia, a AFP contabilizou nove petroleiros e dois navios de gás natural liquefeito (GNL).

Antes da guerra, uma média diária de 138 navios transitava pelo estreito de Ormuz.

Washington tomou medidas para tentar tranquilizar os mercados globais desde o início da guerra, oferecendo resseguro às companhias de navegação e os serviços da Marinha.

Os preços do petróleo registraram fortes oscilações desde o começo da guerra devido às interrupções no fornecimento, com um salto de 30% na segunda-feira, até quase atingir 120 dólares por barril, antes de recuar fortemente.

Os preços continuaram caindo após declarações de Trump na segunda-feira que insinuavam que a guerra poderia terminar "em breve".

A guerra provocou ataques contra depósitos de petróleo no Irã e atentados contra infraestruturas energéticas em países ricos do Golfo, anteriormente considerados refúgios seguros em um turbulento Oriente Médio.

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dk-jz/mr/am

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