Internacional

Sony vai à justiça britânica por suposto abuso nos preços do PlayStation

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Um julgamento de quase 2 bilhões de libras (aproximadamente R$ 13,9 bilhões) começou nesta terça-feira (10), em Londres, contra a gigante japonesa de eletrônicos Sony, acusada de ter abusado de sua posição dominante por quase dez anos para cobrar mais dos jogadores britânicos de PlayStation nas compras online.

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"Quando alguém compra um PlayStation não tem outra opção para adquirir um jogo digital que fazê-lo através da Sony. E esta companhia abusou dessa posição cobrando dos consumidores preços altos demais", resumiu à AFP a especialista em direitos do consumidor Alex Neill, que iniciou a ação.

A "PlayStation Store" é a loja virtual oficial onde os jogadores podem comprar os clássicos da Sony, mas também produtos de outras empresas.

"A Sony implementou uma estratégia destinada a excluir qualquer concorrência real e potencial dos mercados de distribuição digital", afirmou um dos advogados dos demandantes, Robert Palmer, na abertura do julgamento.

Os demandantes assinalaram, nesta terça, que o jogo Assassin’s Creed Shadows para PS5, é vendido ali por quase 70 libras (aproximadamente R$ 480), o dobro do preço do jogo físico na varejista britânica de produtos tecnológicos Curry’s.

Os demandantes denunciam uma comissão de 30% sobre as compras, que também afeta o conteúdo adicional dentro dos jogos, e dizem ter visto comissões mais baixas em outras plataformas online, especialmente em PC.

A ação foi apresentada em nome de 12,2 milhões de pessoas. Este tipo de processo inclui por default todos os clientes potencialmente afetados, a menos que eles decidam se excluir voluntariamente.

Mas para a Sony, se o sistema for tomado em seu conjunto — isto é, o preço do console e o dos jogos —, "fica claro que a rentabilidade do sistema PlayStation está longe de ser excessiva", segundo suas argumentações jurídicas enviadas à AFP.

"Seus conteúdos digitais são oferecidos em níveis similares aos praticados em outras plataformas. Se não fosse assim, os consumidores e os editores iriam para outros lugares", acrescentou a empresa.

Os demandantes afirmam que "outros casos estão em curso" em Portugal, Países Baixos e Austrália.

"Trata-se de uma estratégia mundial adotada" pela gigante tecnológica, afirmou à AFP uma de suas advogadas, Natasha Pearman.

Em um caso similar em Londres, a gigante americana Apple perdeu em outubro um julgamento também devido a comissões consideradas altas demais, o que poderia obrigá-la a reembolsar milhões de usuários, embora o grupo tenha dito que apelaria desta sentença.

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ode/lul/psr/mab/mvv/aa

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