Internacional

Irã desafia os Estados Unidos e ameaça Donald Trump

Publicidade
Carregando...

O Irã ameaçou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (10), e prometeu bloquear todas as remessas de petróleo do Oriente Médio enquanto os Estados Unidos e Israel continuarem com sua campanha de bombardeios. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

"O Irã não se intimida com suas ameaças vazias. Outros, mais poderosos que você, tentaram eliminar a nação iraniana e falharam. Cuidado para não ser eliminado você também!", escreveu Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, em uma mensagem a Trump. 

A República Islâmica condenou as declarações de Trump no dia anterior, quando ele afirmou que a guerra terminaria "em breve", mas atingiria o Irã "com muita, muita força" se continuasse bloqueando as remessas de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo. 

Essa perspectiva causa preocupação nos mercados, que temem uma forte alta nos preços da energia. 

O conflito eclodiu em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã, que respondeu com uma série de represálias militares e ações destinadas a interromper o trânsito de energia na região. 

"As forças armadas iranianas [...] não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso", alertou Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que seu país está "preparado" para continuar a guerra "pelo tempo que for necessário". 

Os comentários do presidente americano provocaram uma queda acentuada nos preços do petróleo, que agora estão entre US$ 86 e US$ 90 o barril (R$ 448 e R$ 469), e uma recuperação nas bolsas de valores, tanto na Ásia, no fechamento, quanto na Europa, na abertura. 

Os preços do gás na Europa também caíram cerca de 15%. 

Além disso, para aliviar a pressão sobre os preços do petróleo, Trump anunciou, sem dar muitos detalhes, que suspenderia as sanções relacionadas ao petróleo contra alguns países.

- "Consequências catastróficas" -

O aumento dos preços do petróleo causou agitação em todo o mundo. Em muitos países asiáticos, longas filas foram observadas em postos de gasolina.

"Trabalho durante o dia, só posso ficar na fila para abastecer minha moto à noite. Essa guerra é uma loucura, tudo vai ficar mais caro", reclamou Tuan Hung, de 33 anos, em um posto de gasolina no Vietnã, onde o preço da gasolina comum subiu cerca de 20% em dez dias. 

Enquanto isso, o presidente e CEO da petroleira saudita Aramco, Amin H. Nasser, afirmou que a retomada do tráfego no Estreito de Ormuz é "absolutamente crucial" e alertou para as "consequências catastróficas" que um bloqueio prolongado poderia trazer. 

O Catar denunciou os ataques "de ambos os lados" contra instalações de energia, que, segundo o país, criam um "precedente perigoso".

- Ataques no Golfo -

Em relação aos objetivos da guerra, Trump não se pronunciou claramente. 

Washington tem defendido a mudança de regime ou, na falta disso, a formação de um governo em Teerã alinhado aos seus interesses. Na segunda-feira, Trump afirmou estar "insatisfeito" com a nomeação como líder supremo de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, assassinado no início da campanha militar israelense-americana. 

O governo Trump alega querer destruir as capacidades balísticas do Irã e impedi-lo de desenvolver armas nucleares. Teerã sempre negou ter essa intenção. 

Apesar das declarações de Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira que "ainda não terminamos" com o Irã e reiterou que sua ofensiva está "quebrando os ossos" do poder de Teerã. 

Seu exército anunciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, onde jornalistas da AFP ouviram explosões. 

Enquanto isso, o Irã mantém seus ataques de retaliação contra o território israelense e a infraestrutura petrolífera de seus vizinhos na região do Golfo.

Os Emirados Árabes Unidos relataram que um ataque com drone causou um incêndio em uma área industrial, enquanto o Kuwait e a Arábia Saudita afirmaram ter derrubado veículos aéreos não tripulados. 

As autoridades do Bahrein relataram duas mortes em um bombardeio contra um prédio residencial.

- "Só há civis aqui" - 

As forças israelenses também têm bombardeado o Líbano desde que o movimento pró-iraniano Hezbollah arrastou o país para a guerra regional em 2 de março ao lançar mísseis contra Israel. 

Israel alertou sobre bombardeios em Tiro e Sidon, no sul do Líbano, visando posições do Hezbollah, e pediu a evacuação de vários prédios residenciais. 

"Este é um bairro residencial, o centro da cidade. Só há civis aqui. Este bombardeio visa nos prejudicar para que as pessoas fujam, nada mais", disse à AFPTV Nazir Saad, morador do distrito de Tayr Debba, em Tiro.

Os ataques israelenses forçaram mais de 667 mil pessoas a fugir de suas casas no Líbano, 100 mil delas em apenas 24 horas, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

burx-dla/anb/jvb/meb/aa/jc

Tópicos relacionados:

eua guerra ira israel libano

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay