Cardeal americano critica a guerra contra o Irã
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O cardeal americano Robert McElroy, arcebispo de Washington, criticou com veemência a guerra conduzida pelos Estados Unidos no Irã, por considerá-la "moralmente ilegítima", uma condenação que contrasta com a prudência demonstrada pelo papa Leão XIV.
"Os Estados Unidos não estavam respondendo a um ataque existente, iminente e objetivamente verificável do Irã", disse o cardeal americano em entrevista à revista Catholic Standard, publicação da arquidiocese de Washington, que terá a versão impressa lançada em 12 de março.
"A decisão dos Estados Unidos de entrar em guerra contra o Irã não atende aos critérios de guerra justa, condição necessária para uma guerra moralmente legítima", acrescentou.
Segundo McElroy, os Estados Unidos, pelo contrário, "têm sido vítimas de uma lógica de guerra nos últimos anos, especialmente no Oriente Médio", com um "risco imenso" de "perdas humanas consideráveis dos dois lados".
"O Líbano enfrenta o risco de mergulhar em uma guerra civil. O fornecimento mundial de petróleo está sob forte pressão. A potencial desintegração do Irã poderia criar novas e perigosas realidades", acrescentou.
No sábado, outro cardeal americano, Blase Cupich, chamou de "repugnante" e "aterrorizante" uma montagem de vídeo da Casa Branca que mistura trechos de filmes de Hollywood com imagens reais de bombardeios contra o Irã.
As declarações contrastam com a prudência demonstrada por Leão XIV, que não condenou diretamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel desde 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
A Santa Sé mantém tradicionalmente uma neutralidade diplomática, mas o seu número dois, o cardeal italiano Pietro Parolin, denunciou na semana passada o conceito de "guerra preventiva", que pode "incendiar o mundo inteiro".
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