Internacional

ONU negocia com EUA o envio de combustível a Cuba para sua missão humanitária

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A ONU está negociando com o governo dos Estados Unidos para permitir a entrada de combustível em Cuba para "fins humanitários", em meio ao embargo de petróleo imposto por Washington à ilha, disse à AFP com exclusividade nesta segunda-feira (9) o representante da ONU em Havana, Francisco Pichón.

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Os Estados Unidos, que não escondem seu desejo de ver uma mudança de regime em Cuba, aplicam uma política de pressão máxima sobre Havana. Nenhum navio carregado de combustível entrou oficialmente em Cuba nos últimos dois meses. 

"Há discussões em andamento entre nossos colegas do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários e o governo dos Estados Unidos para garantir o acesso a combustível para fins humanitários", declarou Pichón. 

"Quando digo fins humanitários, refiro-me a combustível para nossas operações de resposta a emergências (...)" e "para garantir serviços vitais nesses centros de atendimento a pessoas e grupos vulneráveis", afirmou Pichón, enfatizando que o acesso a esse recurso pelas agências da ONU está "fortemente racionado" devido à crise. 

"A viabilidade operacional da nossa resposta enquanto sistema das Nações Unidas depende do acesso à energia e ao combustível" e, "neste momento, está comprometida", afirmou. 

Pichón mencionou especificamente que "as visitas no terreno são muito poucas" e que há "menor disponibilidade de transporte de carga em Cuba", cujos serviços sofrem "aumentos de preços" devido à escassez.

"Temos enfrentado dificuldades na disponibilidade de combustível para os processos de extração nos portos e aeroportos. O transporte de Havana para as províncias está muito restrito", insistiu. 

A crise energética na ilha de 9,6 milhões de habitantes se agravou após a captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, pelas forças americanas em janeiro e a interrupção abrupta dos envios de combustível de Caracas, principal fornecedor de combustível da ilha nos últimos 25 anos. 

Os Estados Unidos acusam a "ameaça excepcional" representada pela ilha comunista localizada a 150 quilômetros da costa da Flórida. 

Diante da crise energética, o governo cubano implementou um pacote de medidas emergenciais, que incluem uma drástica restrição à venda de combustível.

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jb-lis/mar/aa

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