Navios que cruzam o Golfo exibem vínculos com a China
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Vários navios exibem abertamente seus vínculos com a China enquanto navegam pelo Golfo em meio à guerra no Oriente Médio, segundo dados da MarineTraffic.
Desde a última segunda-feira, cerca de trinta embarcações transmitiram mensagens por meio de seus transponders AIS, como "Tripulação chinesa", "Proprietário chinês" ou "Tripulação chinesa a bordo", em vez de indicar seu destino.
O sistema AIS, semelhante a um transponder de avião, permite que os navios transmitam sua identidade, posição e destino para outras embarcações. Esses sinais são coletados, entre outros, pelo site MarineTraffic, que pertence à empresa Kpler.
O navio Iron Maiden, com bandeira das Ilhas Marshall, e o Sino Ocean, registrado na Libéria, são dois casos particularmente reveladores: ambos os navios graneleiros anunciaram um vínculo com a China ao cruzar o Estreito de Ormuz e removeram a informação assim que passaram.
Outros emitiram mensagens semelhantes, às vezes por apenas alguns minutos, enquanto estavam parados.
Pelo menos dois navios emitiram mensagens indicando que tinham tripulação e proprietário turcos ou, logo após o início da guerra, declarando-se "muçulmanos".
Desde a última segunda-feira, mais de 20 navios comerciais foram detectados cruzando o Estreito de Ormuz, após os primeiros ataques a embarcações, segundo uma análise da AFP baseada em dados da MarineTraffic.
Alguns cruzaram essa passagem estratégica para o comércio global desligando seus transponders para ocultar sua posição.
A AFP contabilizou especificamente nove petroleiros (que transportavam petróleo ou derivados) e dois navios metaneiros, destinados ao transporte de gás natural liquefeito (GNL).
Esse número inclui apenas as embarcações que transmitiram pelo menos um sinal em cada lado do Estreito de Ormuz, sem contar outros navios que podem ter feito toda a travessia sem transmitir sua posição.
Desde os bombardeios israelenses-americanos lançados em 28 de fevereiro no Irã, a Guarda Revolucionária iraniana bloqueou efetivamente o tráfego no Estreito de Ormuz.
Em condições normais, 138 navios cruzam essa passagem em 24 horas, por onde passam aproximadamente 20% do petróleo bruto mundial e uma porcentagem semelhante de gás natural liquefeito (GNL).
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