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Justiça francesa rejeita pedido de unificação de penas do ex-presidente Sarkozy

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A Justiça francesa rejeitou, nesta segunda-feira (9), um pedido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, para não cumprir a pena imposta em sua última condenação por ter se beneficiado de financiamento ilegal durante sua campanha eleitoral de 2012. 

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Em novembro de 2025, a Corte de Cassação, o mais alto tribunal francês, confirmou a pena de seis meses de prisão em regime fechado para Sarkozy, que pode ser cumprida em domicílio com tornozeleira eletrônica, no caso Bygmalion. 

Mas o político conservador, de 71 anos, solicitou que essa pena fosse abatida de uma condenação anterior já cumprida, que o obrigou a usar uma tornozeleira eletrônica entre fevereiro e maio de 2025, no chamado caso das escutas. 

O tribunal de Paris rejeitou o pedido, uma decisão da qual o chefe de Estado entre 2007 e 2012 pode recorrer, indicou uma fonte próxima ao caso, confirmando uma informação do jornal Le Figaro. 

Os problemas judiciais do ex-presidente continuam. Entre 16 de março e 3 de junho, será julgado em segunda instância pela suposta aprovação de financiamento ilegal de sua primeira campanha presidencial, em 2007. 

A Justiça o condenou em setembro a cinco anos de prisão por permitir que pessoas próximas se aproximassem da Líbia de Muammar Kadhafi, morto em 2011, para obter recursos destinados a financiar ilegalmente a campanha que o levou ao poder. 

Embora Sarkozy pudesse recorrer da sentença, o tribunal ordenou a aplicação imediata da pena, razão pela qual passou 20 dias na prisão parisiense de La Santé entre outubro e novembro, antes de obter liberdade condicional. 

Sua experiência atrás das grades, a primeira de um ex-chefe de Estado francês desde o fim da Segunda Guerra Mundial, foi considerada por ele como um “inferno” e uma “injustiça”, segundo seu testemunho registrado no livro “Le journal d'un prisonnier” (Diário de um prisioneiro, em tradução livre).

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amd-chg/tjc/meb/jc/aa

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