Medicamentos GLP-1 para obesidade poderão ficar mais acessíveis após patentes expirarem
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A semaglutida, uma das moléculas GLP-1 mais significativas no combate à obesidade, poderá ser produzida a um preço acessível para países de baixa e média renda assim que sua patente expirar e versões genéricas forem autorizadas, estimaram diversos pesquisadores nesta sexta-feira(6).
Atualmente, essa molécula é comercializada sob o nome de Wegovy pela empresa farmacêutica Novo Nordisk. Segundo uma análise realizada por pesquisadores do Imperial College London, da Universidade de Liverpool e da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, seu custo de produção anual poderia variar entre 28 e 140 dólares (146 a 734 reais).
Os GLP-1 representam um dos avanços farmacêuticos mais importantes dos últimos anos. Inicialmente comercializados como medicamentos para diabetes, demonstraram eficácia sem precedentes na redução da obesidade.
No entanto, seu custo permanece elevado, o que gera preocupações quanto à sua acessibilidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Wegovy é vendido por aproximadamente 200 dólares por mês (1.048 reais).
As principais patentes da semaglutida expiram este ano em diversos países, incluindo China, Brasil, Índia, África do Sul, Turquia e México, abrindo caminho para a concorrência de medicamentos genéricos mais baratos que os tratamentos de marca.
Nesse contexto, a análise publicada nesta sexta-feira — ainda não divulgada em periódico científico — estima que a semaglutida poderia ser produzida a um custo inferior a três dólares por mês (15 reais).
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