Detentos de presídio em Teerã estão sem comida, diz familiar
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O acadêmico sueco-iraniano Ahmadreza Djalali afirma que os detentos de Evin, a prisão de Teerã onde ele se encontra, estão “desesperados” e têm apenas pão para comer porque os guardas foram embora e os deixaram sem comida, contou sua esposa nesta quarta-feira (4) à AFP.
Djalali, de 54 anos, é um iraniano que foi condenado à morte em 2017 por espionagem e recebeu a nacionalidade sueca enquanto estava atrás das grades. No ano passado, ele sofreu um infarto e foi transferido para a ala hospitalar da prisão.
Vida Mehrannia disse que na terça-feira conseguiu falar por telefone com o marido “durante dois minutos”.
“Ontem tive uma breve conversa telefônica com Ahmadreza e ele me disse que eles não têm comida, que a situação é realmente ruim e que têm medo do que possa acontecer”, declarou Mehrannia à AFP.
O marido contou a ela que ainda há guardas posicionados do lado de fora da prisão, “mas dentro do presídio, trancaram a porta e foram embora”.
Os presos só têm pão para comer e estão “desesperados” e “muito estressados” desde que começaram os ataques americanos e israelenses perto do centro penitenciário, relatou ele.
A prisão de Evin foi atingida por ataques israelenses contra o Irã em junho de 2025, que causaram estragos em algumas seções deste grande complexo penitenciário ao norte de Teerã.
Mehrannia explicou que o marido havia telefonado de um aparelho ao qual os presos têm acesso na ala onde ele se encontra detido.
“Ele não está isolado, está em uma sala de tratamento onde convivem muitos presos”, disse, acrescentando que a ligação foi interrompida várias vezes.
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