África do Sul prevê mobilizar o Exército por um ano para combater o crime organizado
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A África do Sul planeja mobilizar seus soldados durante um ano nas províncias mais afetadas pela criminalidade ligada a gangues e à mineração ilegal, segundo um programa apresentado nesta quarta-feira (4) ao Parlamento.
O presidente Cyril Ramaphosa anunciou a mobilização em meados de fevereiro, qualificando o crime organizado como a “ameaça mais imediata à nossa democracia”.
Mais de 60 homicídios são registrados por dia no país, muitos em confrontos entre gangues rivais na Cidade do Cabo (sudoeste) e ataques a tiros relacionados à mineração ilegal na província de Gauteng, onde fica Joanesburgo.
Os primeiros soldados devem ser enviados ao longo de março e sua missão está prevista até o fim de março de 2027. Com o tempo, serão destacados em cinco das nove províncias do país, incluindo alguns bairros periféricos da turística Cidade do Cabo.
Recorrer ao exército em períodos de crise não é excepcional no país. Os militares foram convocados para zelar pelo cumprimento das rígidas medidas de confinamento em 2020, durante a pandemia de covid-19.
Em 2021 foram mobilizados para enfrentar violentos distúrbios após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma. Já em 2019, cerca de 1.300 soldados apoiaram a polícia na periferia da Cidade do Cabo, afetada pela violência das gangues.
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