Exército israelense anuncia criação de zona de segurança no sul do Líbano
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O Exército israelense anunciou nesta terça-feira (2) que está criando uma zona de segurança no sul do Líbano, após os ataques recebidos do movimento xiita Hezbollah, no contexto da ofensiva no Irã.
"O Comando Norte continuou avançando (...) e está criando uma zona de segurança, como prometemos, entre nossos habitantes e qualquer tipo de ameaça", afirmou Effie Defrin, porta-voz do Exército israelense.
As forças armadas cumpriram assim a instrução do ministro da Defesa, Israel Katz, que havia anunciado nesta terça-feira a ordem de "avançar e assumir o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, a fim de impedir ataques contra as localidades israelenses fronteiriças".
Minutos antes do anúncio do porta-voz Defrin, uma fonte do Exército libanês havia informado à AFP que forças israelenses haviam feito uma incursão em uma área fronteiriça no sul do país.
"Tropas terrestres de Israel avançaram a partir das planícies de Kfarkila e Khiam", junto à fronteira israelense-libanesa, indicou a fonte, que pediu anonimato.
Hezbollah, partido-milícia pró-iraniano com grande protagonismo político no Líbano, juntou-se na segunda-feira ao conflito que eclodiu no sábado com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
O movimento libanês, apoiado pelo Irã há décadas, começou lançando foguetes e drones contra Israel para vingar o assassinato do líder supremo iraniano Ali Hosseini Khamenei dois dias antes.
Israel respondeu rapidamente bombardeando bairros do sul de Beirute e dezenas de povoados no sul do Líbano, dois redutos do Hezbollah.
Os ataques israelenses prosseguiram nesta terça-feira e o Hezbollah, em sua contraofensiva, afirmou ter lançado drones e foguetes contra três bases militares israelenses.
A explosão de violência obrigou ao deslocamento de pelo menos 30 mil pessoas, segundo as Nações Unidas.
O Hezbollah já travou recentemente uma guerra com Israel, que se intensificou entre setembro e novembro de 2024, no contexto do conflito em Gaza. O movimento xiita afirmou agir em solidariedade aos palestinos do enclave costeiro.
Uma frágil trégua pôs fim ao confronto em novembro de 2024, mas desde então o Exército israelense manteve cinco posições consideradas estratégicas no sul do Líbano. Também bombardeou centenas de alvos do Hezbollah no sul e no leste do país nesse período.
Diante da escalada neste novo capítulo, o governo libanês decidiu na segunda-feira proibir a atividade militar do Hezbollah, uma medida "irreversível", como enfatizou nesta terça-feira o presidente Joseph Aoun.
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