Nova temporada da F1 terá novas regras, mas os favoritos de sempre
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O início de qualquer temporada de Fórmula 1 é envolto em incertezas, e o Mundial de 2026, que começa no próximo fim de semana na Austrália, tem a complicação adicional do novo regulamento que ameaçam mudar a hierarquia. No entanto, com base no que foi visto nos testes de pré-temporada, as equipes que dominaram nos últimos anos aparecem mais uma vez como favoritas na disputa pelo título.
Nos testes de pré-temporada, algumas equipes se acusaram de esconder suas cartas na manga e o verdadeiro potencial dos novos carros, com algumas se aproveitando de uma brecha no novo regulamento para obter vantagem.
As dúvidas vão começar a se dissipar a partir da corrida em Melbourne e ao longo das outras 23 etapas do Mundial deste ano.
- Mudanças profundas -
Por enquanto, tudo indica que o campeão virá de uma dessas quatro equipes, as mesmas de sempre: McLaren, Mercedes, Red Bull e Ferrari.
Mas as mudanças profundas em relação aos chassis e nas unidades de potência, concebidas para incentivar as ultrapassagens, podem beneficiar as outras sete escuderias que estiveram na parte de trás do grid nos últimos anos, incluindo as duas novatas: Audi (sucessora da Sauber) e Cadillac.
Só quando os motores começarem a roncar em Melbourne saberemos com certeza se Lando Norris conseguirá defender seu título, se seu companheiro de equipe Oscar Piastri conseguirá dar a volta por cima na McLaren, se Max Verstappen (Red Bull) tem chances de recuperar o título perdido, se a Ferrari se recuperou da má temporada e, principalmente, se a Mercedes é a equipe que melhor soube aproveitar o novo regulamento e confirma que tem o melhor carro.
- Mercedes na mira -
Nos testes de pré-temporada, a Mercedes foi a melhor, levando alguns de seus rivais a suspeitar que a fabricante alemã encontrou uma brecha no novo regulamento de motores para aumentar sua potência e ganhar até três décimos por volta em um esporte no qual qualquer vantagem, por menor que seja, pode ser abismal.
"Disseram que a taxa de compressão [do motor] era algo ilegal, isso é um absurdo, uma completa bobagem", declarou o chefe da Mercedes, Toto Wolff, que foi irônico ao se defender: "Amanhã talvez inventem outra coisa, não sei: que meu nome apareceu nos documentos do Epstein! Quem sabe? Outra coisa absurda!".
Quando Verstappen reclamou publicamente dos carros no Bahrein, descrevendo-os como "Fórmula E com esteroides", o piloto da Mercedes George Russell saiu em defesa do novo regulamento: "Os princípios básicos continuam muito parecidos. Você ainda precisa levar o carro ao limite, tentar frear o mais forte e o mais tarde possível e manter a maior velocidade possível nas curvas".
Esse duelo entre Russell e Verstappen será algo para se acompanhar de perto, já que ambos tiveram vários confrontos desde a corrida sprint do Azerbaijão em 2022.
- Red Bull tem motor "confiável" -
Nos últimos quatro anos, a Mercedes não conseguiu competir com a Red Bull, mas se isso mudar em 2026, a rivalidade entre Russell e Verstappen poderá reacender, embora ainda existam dúvidas sobre a confiabilidade dos motores Ford que equipam os carros da equipe austríaca.
Ainda assim, o pai do tetracampeão mundial, Jos Verstappen, conhecido por sua sinceridade, expressou satisfação com um motor "potente e confiável", embora só na primeira corrida seja possível avaliar "seu verdadeiro desempenho".
Se a Mercedes encontrou uma brecha, que provavelmente não será alterada até o meio da temporada, a McLaren, que utiliza motores da marca alemã, também se beneficiará, assim como a Williams e a Alpine.
O maior desafio para os pilotos será gerenciar a bateria elétrica, que oferece um aumento significativo de potência para ajudar, por exemplo, em ultrapassagens, mas apenas por um período muito curto.
- A incógnita Hamilton -
"Você tem uma bateria muito potente que não dura muito tempo, então é preciso saber quando usá-la, quanta energia e potência você usa e como distribuí-la ao longo da volta", resumiu Norris.
Uma das grandes incógnitas é o desempenho da Ferrari, após uma temporada desastrosa que levou Lewis Hamilton, que sequer subiu ao pódio em 2025, a cogitar a aposentadoria. No entanto, as mudanças o fizeram sonhar, aos 41 anos, com um novo título e a possibilidade de se tornar o maior campeão da história (atualmente, ele divide o recorde com Michael Schumacher, ambos com 7 títulos).
"Estou renovado e revigorado", publicou Hamilton recentemente em suas redes sociais.
--- Calendário do Mundial 2026 de Fórmula 1
1. 6-8 de março: GP da Austrália (Melbourne)
2. 13-14 de março: GP da China (Xangai)
3. 27-29 de março: GP do Japão (Suzuka)
4. 10-12 de abril: GP do Bahrein (Sakhir)
5. 17-19 de abril: GP da Arábia Saudita (Jidá)
6. 1-3 de maio: GP de Miami
7. 22-24 de maio: GP do Canadá (Montreal)
8. 5-7 de junho: GP de Mônaco
9. 12-14 de junho: GP de Barcelona-Catalunha (Barcelona)
10. 26-28 de junho: GP da Áustria (Spielberg)
11. 3-5 de julho: GP da Grã-Bretanha (Silverstone)
12. 17-19 de julho: GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
13. 24-26 de julho: GP de Hungria (Budapeste)
14. 21-23 de agosto: GP dos Países Baixos (Zandvoort)
15. 4-6 de setembro: GP da Itália (Monza)
16. 11-13 de setembro: GP da Espanha (Madri)
17. 24-26 de setembro: GP do Azerbaijão (Baku)
18. 9-11 de outubro: GP de Singapura
19. 23-25 de outubro: GP dos Estados Unidos (Austin)
20. 30 de outubro - 1 de novembro: GP do México (Cidade do México)
21. 6-8 de novembro: GP do Brasil (São Paulo)
22. 19-21 de novembro: GP de Las Vegas
23. 27-29 de novembro: GP do Catar (Lusail)
24. 4-6 de dezembro: GP de Abu Dhabi (Yas Marina)
- Programação das corridas sprint em 2026:
1. China (Xangai): 14 de março
2. Miami: 2 de maio
3. Canadá (Montreal): 23 de maio
4. Grã-Bretanha (Silverstone): 4 de julho
5. Países Baixos (Zandvoort): 22 de agosto
6. Singapura: 10 de outubro
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bur-mcd/iga/cb