Internacional

Conflito no Oriente Médio complica logística da F1 rumo à Austrália, mas sem impacto no primeiro GP do ano

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Dezenas de voos cancelados e centenas de alterações de rota para chegar à Austrália devido ao conflito no Oriente Médio: a Fórmula 1 enfrenta um quebra-cabeça logístico nestes últimos dias, mas tudo deve estar pronto para o primeiro Grande Prêmio da temporada, no próximo fim de semana, em Melbourne, de acordo com os organizadores da corrida.

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"As últimas 48 horas exigiram a reorganização dos voos", afirmou nesta segunda-feira (2) o diretor do GP da Austrália, Travis Auld.

"Pelo que entendi, está tudo resolvido. Todos estarão presentes na corrida e os fãs não notarão nenhuma diferença", acrescentou.

"Alguns pilotos já estão na Austrália, assim como alguns membros das equipes. Mas ainda há muitos no Reino Unido e espalhados pela Europa que ainda não chegaram", continuou o diretor.

Auld explicou que muitos dos protagonistas da F1 "tiveram que encontrar outra maneira de chegar aqui. Foi um processo bastante longo para eles e tenho certeza de que deu muito trabalho", mas "todos estarão aqui, prontos para a corrida".

Quase mil funcionários da Fórmula 1 foram obrigados a remarcar seus voos devido ao caos causado pelos ataques ao Irã perpetrados pelos Estados Unidos e por Israel desde sábado e pela resposta da República Islâmica.

Metade deles, vindos da Europa, serão transportados em três aviões fretados especialmente para a ocasião. Pilotos, engenheiros, chefes de equipe, mecânicos: a maioria reside na Europa, e o Oriente Médio é, em circunstâncias normais, um importante centro de conexões para voos para a Austrália.

O conflito teve um forte impacto nos países da região (Catar, Bahrein e Dubai) e gerou o maior caos que afetou o transporte aéreo global desde a pandemia de covid-19.

Travis Auld também confirmou que todo o equipamento, incluindo os carros, já chegou a Melbourne.

Após o GP da Austrália, a F1 viajará à China e depois ao Japão, corridas nas quais o conflito no Oriente Médio não deverá ter impacto, mas a realização da quarta etapa no Bahrein, agendada para o fim de semana de 10 a 12 de abril, e da quinta na Arábia Saudita, uma semana depois, é mais incerta.

"Essas corridas estão marcadas para daqui a várias semanas. Como sempre, estamos monitorando de perto essa situação e trabalhando em estreita colaboração com as autoridades competentes", afirmou um porta-voz da F1.

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mp/fox/bdx/ig/mcd/cb

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