Internacional

Reações mundiais à morte do líder supremo do Irã Ali Khamenei

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O Irã confirmou neste domingo (1º) a morte de Ali Khamenei, abatido na operação americana-israelense lançada na véspera. 

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Estas são as principais reações internacionais ao falecimento do líder supremo iraniano.

- Irã

Vingar o líder supremo é um "dever e um direito legítimo" para a república islâmica, afirmou o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.

A morte de Khamenei constitui uma "declaração de guerra contra os muçulmanos e, em particular, contra os xiitas, em todo o mundo", afirmou em um comunicado divulgado pela televisão estatal.

- Estados Unidos

"Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, morreu. Isto não é apenas justiça para o povo do Irã, mas também para todos os grandes americanos e para as pessoas de muitos países de todo o do mundo que foram assassinadas ou mutiladas por Khamenei e sua gangue de capangas sedentos por sangue", escreveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

- Israel

"Fez-se justiça e o eixo do mal sofreu um duro revés (...) Continuaremos agindo com firmeza para proteger o Estado de Israel", declarou o ministro israelense da Defesa, Israel Katz.

- Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, transmitiu ao Irã suas "mais sinceras condolências" pelo "assassinato" de Khamenei.

O falecido líder iraniano "será lembrado como um destacado estadista que fez uma enorme contribuição pessoal ao desenvolvimento das relações amistosas russo-iranianas", afirmou Putin em uma carta ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.

- China

O governo chinês "condenou energicamente" a morte de Khamenei. 

A operação que matou o líder supremo iraniano foi "uma grave violação da soberania e da segurança do Irã, um atropelo aos propósitos e princípios da Carta da ONU e às normas básicas das relações internacionais", declarou o Ministério das Relações Exteriores da China em uma nota.

- União Europeia

A morte de Khamenei marca "um momento determinante na história do Irã. O que vem depois é incerto", afirmou na rede X a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas. 

"Agora existe um caminho aberto em direção a um Irã diferente, um no qual seu povo possa ter maior liberdade para moldar", acrescentou. 

Kallas acrescentou que mantinha contatos com "aqueles da região que carregam o peso das ações militares do Irã, para encontrar medidas práticas de desescalada".

- França

"O mulá Khamenei era um ditador sanguinário que oprimia seu povo, humilhava as mulheres, os jovens, as minorias, e é ainda recentemente responsável pela morte de milhares de civis em seu país e na região", afirmou uma porta-voz do governo francês, Maud Bregeon. 

"Portanto, não podemos senão nos satisfazer com o seu desaparecimento", concluiu.

- Reino Unido

"Poucas pessoas chorarão" a morte de Khamenei, assegurou o secretário britânico de Defesa, John Healey, ao considerar que "o Irã e o regime que ele liderou por tanto tempo são uma fonte do mal". 

"A preocupação agora, é claro, é que esse regime está investindo de forma cada vez mais indiscriminada e ampla, e as pessoas estarão realmente preocupadas porque já não se trata apenas de alvos militares", acrescentou.

- Austrália

A morte do guia supremo iraniano "não será chorada", reagiu o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.

Khamenei "foi responsável pelo programa nuclear e balístico do regime, pelo apoio prestado a grupos armados e pelos brutais atos de violência e intimidação cometidos contra o seu próprio povo", disse Albanese.

- Iraque

O influente dirigente xiita Muqtada al Sadr anunciou três dias de luto no Iraque. "Com profunda tristeza e imensa dor apresentamos nossas condolências a todo o mundo islâmico pelo martírio do líder da revolução islâmica", escreveu no X.

- Hamas

O grupo islamista palestino Hamas condenou um "crime abominável" em um comunicado. Estados Unidos e Israel "têm plena responsabilidade por esta agressão flagrante e esse crime atroz", considerou.

Khamenei "ofereceu todo tipo de apoio político, diplomático e militar ao nosso povo, à nossa causa e à nossa resistência", afirmou o movimento.

- Jihad Islâmica

O grupo armado palestino Jihad Islâmica qualificou o assassinato de Khamenei como um "crime de guerra" que, segundo declarou, foi cometido por EUA e Israel em um "ataque traiçoeiro e malicioso".

- Filho do falecido xá do Irã 

"Com sua morte, a república islâmica chegou de fato ao fim e em breve será jogada no lixo da história", celebrou no X o filho do falecido xá do Irã, Reza Pahlavi. 

"Às Forças Armadas, de segurança e à polícia: toda tentativa de sustentar um regime que está desmoronando está condenada ao fracasso", acrescentou.

- Hezbollah

O grupo armado libanês pró-iraniano Hezbollah "enfrentará a agressão" americana e israelense que custou a vida de Khamenei, afirmou no domingo em um comunicado Naim Qassem, líder dessa organização. 

"Cumpriremos nosso dever enfrentando a agressão", assegurou, acrescentando que "quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos (...) o lado da resistência".

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burs/ahg/jvb/yr

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