Internacional

Cuba denuncia tentativa de 'infiltração' pelo mar por grupo armado dos EUA

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Cuba denunciou na quarta-feira (25) uma tentativa de infiltração de homens armados com "objetivos terroristas" após um confronto em águas territoriais com uma embarcação registrada nos Estados Unidos, que deixou quatro tripulantes mortos e seis feridos. 

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Este confronto representa um novo foco nas tensões com os Estados Unidos, que se agravaram desde a captura do líder venezuelano deposto Nicolás Maduro no início de janeiro por forças americanas e a interrupção dos envios de petróleo de Caracas para Cuba. 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que estava reunindo mais informações sobre o ocorrido e que os EUA estão preparados "para responder adequadamente". 

Desde o retorno de Donald Trump ao poder, a Casa Branca não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime na ilha de 9,6 milhões de habitantes e aplica uma política de máxima pressão sobre Havana. 

Segundo seu governo, o país comunista, localizado a apenas 150 km da costa da Flórida, representa uma "ameaça excepcional" à segurança nacional dos EUA. 

De acordo com um comunicado do Ministério do Interior cubano, a lancha neutralizada tinha matrícula da Flórida e "transportava 10 pessoas armadas".

"Segundo depoimentos preliminares dos detidos, eles pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas", afirmou.

O boletim informava que foram encontrados na embarcação "fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados (coquetéis molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes camuflados".

O incidente ocorreu a uma milha náutica do Cayo Falcones, na província de Villa Clara, no centro de Cuba. 

De acordo com o Ministério do Interior, uma embarcação da Guarda Costeira se aproximou para solicitar a identificação da tripulação da lancha, que abriu fogo "contra os efetivos cubanos". 

Os membros do grupo são "cubanos residentes nos Estados Unidos", a maioria dos quais "tem histórico conhecido de atividades criminosas e violentas", observou o ministério. 

Além disso, dois dos ocupantes da embarcação constam na lista de pessoas "sujeitas a investigações criminais" e são procurados por "seu envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou prática" de "atos terroristas" em Cuba ou em outros países, segundo a nota.

As autoridades da ilha também relataram a prisão de outro cubano que havia viajado anteriormente dos Estados Unidos para facilitar a operação e que confessou "seus atos".

O comandante da embarcação cubana também ficou ferido no confronto, informou o governo.

- Reformas "drásticas" -

O incidente aconteceu no momento em que Marco Rubio participava de uma reunião de cúpula de chefes de governo da Comunidade do Caribe (Caricom) em São Cristóvão e Névis.

"À medida que reunirmos mais informações, estaremos preparados para responder de forma adequada", declarou o secretário de Estado durante uma coletiva de imprensa em Basseterre.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação judicial.

O congressista americano de origem cubana Carlos Giménez exigiu uma investigação sobre as mortes. 

"As autoridades americanas devem determinar se alguma das vítimas era cidadã dos Estados Unidos ou residente legal e estabelecer exatamente o que aconteceu", afirmou. 

"O regime cubano deve ser relegado ao esquecimento por seus incontáveis crimes contra a humanidade", declarou. 

Na quarta-feira, Washington confirmou que flexibilizou as restrições às exportações de petróleo para Cuba, que sofre com uma grave escassez de combustível, por razões humanitárias. 

Agora, permitirá que o petróleo venezuelano seja revendido ao setor privado cubano, sob a condição de que as transações beneficiem não o governo, mas "o povo" da ilha.

Rubio alertou que as restrições a essas importações seriam reimpostas caso Havana violasse o "espírito" dessa flexibilização. 

Ele também instou Cuba a realizar "reformas drásticas que abram espaço para a liberdade econômica e, finalmente, política do povo cubano; obviamente, os Estados Unidos adorariam ver isso acontecer".

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lis-jb/mel-arm/dbh/aa-jc

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