Vance adverte Irã a levar 'a sério' as ameaças dos EUA
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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o Irã deve levar "a sério" as ameaças de uma ação militar de Washington, um dia depois de Donald Trump acusar Teerã de desenvolver mísseis capazes de alcançar os Estados Unidos e de continuar com suas ambições nucleares.
Os comentários ocorrem na véspera de uma reunião na quinta-feira (26), em Genebra, entre delegados dos Estados Unidos e do Irã para uma nova rodada de negociações.
Vance disse em entrevista à Fox News que, embora o presidente Trump busque um acordo "pela via diplomática", ele também tem "o direito" de recorrer a uma ação militar.
"Não se pode permitir que o pior e mais louco regime do mundo tenha armas nucleares", disse Vance.
"O presidente tem outras ferramentas à sua disposição para garantir que isso não aconteça. Ele demonstrou sua intenção de utilizá-las e espero que os iranianos levem isso a sério nas negociações de amanhã, porque isso é, com certeza, o que o presidente prefere."
Seus comentários chegam depois que os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o Irã, dando continuidade ao que Washington denomina sua campanha de "máxima pressão".
Enquanto as forças americanas se concentram no Oriente Médio, Trump afirmou na terça-feira, em seu discurso perante o Congresso, que o Irã busca desenvolver mísseis com os quais atacar os Estados Unidos.
Ele também acusou a República Islâmica de ter "ambições nucleares sinistras" e de reconstruir o programa nuclear que foi atacado pelos Estados Unidos no ano passado.
Trump afirmou que Teerã já "desenvolveu mísseis com os quais pode ameaçar a Europa e nossas bases no exterior, e estão trabalhando para construir mísseis com os quais possam alcançar os Estados Unidos".
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, adotou anteriormente um tom otimista e afirmou que havia uma "perspectiva favorável" para as negociações, enquanto seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e sua equipe partiam para a Suíça.
O Irã também rejeitou as declarações sobre seu programa de mísseis, qualificando-as como "grandes mentiras".
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