Explosivos do ELN com potencial para 'ações terroristas' nas eleições são apreendidos na Colômbia
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As autoridades da Colômbia realizaram nesta quarta-feira (25) uma operação de busca e apreensão em um depósito da guerrilha ELN em Bogotá destinado à fabricação de explosivos com potencial para gerar "ações terroristas" nas eleições deste ano, informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez.
O Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou esta semana um cessar-fogo unilateral para as eleições parlamentares e presidenciais, marcadas pela pressão violenta dos grupos armados e pelo assassinato a tiros, em 2025, do senador e aspirante presidencial de direita Miguel Uribe, entre outras agressões contra políticos.
As eleições legislativas serão em 8 de março e as presidenciais, em 31 de maio.
"Esses artefatos poderiam vir a ser destinados a ações terroristas durante a jornada eleitoral", disse nesta quarta-feira o ministro na rede social X, em uma publicação na qual incluiu fotografias de morteiros e munições apreendidas.
As autoridades prenderam duas pessoas durante a operação no sul de Bogotá, da qual participaram grupos de elite que arrombaram a porta metálica de uma casa onde se encontrava o depósito.
A operação foi realizada pelo Exército e pela polícia, em colaboração com a Administração para o Controle de Drogas (DEA) dos Estados Unidos, acrescentou o ministro, que aponta um "plano" do ELN para atentar contra as eleições.
O depósito tinha capacidade para fabricar cerca de 70 artefatos explosivos improvisados, disse Sánchez.
Segundo um relatório da Defensoria do Povo, o órgão estatal que zela pelos direitos humanos na Colômbia, o ELN é uma "fonte de ameaça" contra as eleições, especialmente em zonas rurais com escassa presença do Estado.
Durante o período pré-eleitoral foram registradas 457 ameaças de morte contra líderes sociais e políticos, segundo a Defensoria.
Quase um terço do território da Colômbia se encontra sob risco de violência para estas eleições, assegura a Missão de Observação Eleitoral (MOE), uma organização civil colombiana.
"Não permitiremos que os criminosos intimidem a democracia nem que o medo silencie o voto", sentenciou Sánchez.
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vd/nn/mar/am