Primeira-ministra japonesa enfrenta pressão por presentes para legisladores
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A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, enfrenta uma crise nesta quarta-feira (25), após a divulgação de que ela enviou catálogos de presentes a parlamentares de seu Partido Liberal Democrático (PLD) depois da vitória esmagadora nas eleições legislativas do início do mês.
Mais de 300 parlamentares receberam a opção de escolher um item do catálogo "como uma expressão de apreço por seu sucesso na eleição tão difícil", escreveu Takaichi em uma mensagem na rede social X. Ela destacou que o dinheiro dos contribuintes não foi utilizado.
O caso lembra um escândalo de recursos ilícitos que envolveu o PLD em 2023. Na época, a crise derrubou o primeiro-ministro Fumio Kishida e custou a maioria parlamentar a seu sucessor, Shigeru Ishiba, em 2025.
A notícia sobre os catálogos "poderia facilmente levar as pessoas a dizer 'primeira-ministra Takaichi, você também?'", comentou na terça-feira Junya Ogawa, líder da legenda de oposição Aliança Reforma Centrista.
O opositor escreveu no X que "este é um novo fato pelo qual ela deverá prestar contas".
Takaichi afirmou nesta quarta-feira, no Parlamento, que o valor de cada presente, somado aos custos de envio e impostos, foi de cerca de 30.000 ienes (190 dólares, 978 reais) cada, pagos com recursos de um departamento do PLD em Nara, que a premiê lidera.
A lei japonesa de financiamento político estabelece que pessoas físicas não podem fazer doações a candidatos a cargos públicos, mas podem fazer doações a partidos políticos.
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