Juíza pede imputação de ex-presidente regional por enchentes em Valência
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A juíza que investiga as enchentes que em 2024 deixaram 230 mortos na região espanhola de Valência solicitou nesta terça-feira (24) a imputação do ex-presidente regional Carlos Mazón, que renunciou em novembro e foi duramente criticado por familiares das vítimas.
Em uma exposição fundamentada de mais de 100 páginas, a magistrada de Catarroja, Nuria Ruiz Tobarra, aponta indícios de "uma absoluta negligência na coordenação e gestão da emergência", segundo o Tribunal Superior de Justiça da Comunidade Valenciana (TSJCV). Ela pediu ao tribunal que impute Mazón, que mantém foro privilegiado por ser deputado regional.
As enchentes de 29 de outubro de 2024, causadas por chuvas torrenciais no interior da região, devastaram parte da província de Valência em uma das piores catástrofes recentes da Espanha. Naquele dia, Mazón passou horas almoçando com uma jornalista em um restaurante.
O governo demorou a enviar alertas aos celulares. A mensagem, enviada às 20h11, foi "tardia e equivocada", segundo a juíza, que classificou como negligente a "passividade" e a falta de coordenação do presidente da Generalitat, apontando que isso foi decisivo para o resultado mortal.
Após meses de resistência, Mazón renunciou em 3 de novembro, depois de ser chamado de "assassino" em um funeral. A juíza também imputou dois ex-altos cargos regionais.
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