Premiê australiano pede que Andrew seja excluído da linha sucessória do trono britânico
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O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, anunciou nesta terça-feira (24, data local) que seu governo começou a escrever para os países-membros da Commonwealth para pedir a retirada do ex-príncipe Andrew da linha de sucessão ao trono britânico.
Albanese indicou que se comunicou com seu colega britânico, Keir Starmer, sobre Andrew, que é investigado por suposta conduta indevida no exercício de um cargo público após a revelação de seus vínculos com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
O Reino Unido é responsável por iniciar qualquer mudança na linha de sucessão real, mas precisa do aval dos outros 14 integrantes da Comunidade das Nações (Commonwealth), nos quais o rei Charles III é chefe de Estado, assinalou Albanese.
"A Austrália gosta de ser a primeira, e deixamos nossa posição clara. Enviaremos uma carta aos países-membros [da Commonwealth] hoje para informá-los sobre nossa posição", declarou Albanese à emissora pública de televisão ABC.
A Commonwealth é integrada por cerca de 50 países, em sua maioria ex-colônias britânicas, dos quais 15 reconhecem o rei Charles III como chefe de Estado.
Por sua vez, o primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, cujo país também integra a Comunidade das Nações, foi mais cauteloso e afirmou nesta terça que apoiaria o governo britânico se este resolvesse excluir Andrew da linha sucessória.
"Nós definitivamente apoiaríamos qualquer decisão que tomassem", declarou Luxon a jornalistas.
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