Internacional

Brasil e cerca de 20 países condenam medidas de Israel na Cisjordânia como 'anexação de fato'

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Quase 20 países, incluindo o Brasil, condenaram nesta segunda-feira (23) as recentes medidas de Israel para reforçar seu controle sobre a Cisjordânia, que consideraram tentativas de anexar "de fato" o território e de minar um Estado palestino.

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Israel aprovou neste mês uma série de iniciativas apoiadas por ministros de extrema direita, entre elas o início de um processo para registrar terras na Cisjordânia como "propriedade estatal" e permitir que israelenses comprem terras ali diretamente.

As medidas "fazem parte de uma trajetória clara que tem como objetivo mudar a realidade no terreno e avançar rumo a uma anexação de fato inaceitável", afirmaram os 18 países, em sua maioria europeus ou de maioria muçulmana, em uma declaração conjunta.

"Essas ações constituem um ataque deliberado e direto à viabilidade de um Estado palestino e à implementação da solução de dois Estados", acrescentaram.

O documento foi assinado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por potências regionais como Arábia Saudita e Egito, países europeus como Irlanda, Portugal e vários escandinavos, além de Indonésia e Turquia, entre outros.

Também foi respaldado pelos secretários-gerais da Liga dos Estados Árabes e da Organização de Cooperação Islâmica, assim como pela Autoridade Palestina.

Na semana passada, 85 Estados-membros das Nações Unidas já haviam condenado as medidas israelenses.

A colonização na Cisjordânia se intensificou claramente sob o atual governo de Benjamin Netanyahu, um dos mais à direita na história de Israel, especialmente desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023.

Em 2025, o governo de Netanyahu aprovou um recorde de 52 assentamentos.

A Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, constituiria a maior parte de um futuro Estado palestino, mas muitos na direita religiosa a consideram território israelense.

A expansão ocorreu inclusive em setores sob controle da Autoridade Palestina em virtude dos Acordos de Oslo entre israelenses e palestinos, assinados na década de 1990 e hoje agonizantes.

Mais de meio milhão de israelenses vivem atualmente na Cisjordânia em colônias que a ONU considera ilegais segundo o direito internacional, em meio a cerca de três milhões de palestinos.

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bur-aya/smw/an/ad/cjc/am

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