Chefe da diplomacia da UE proporá levantar sanções contra presidente interina da Venezuela
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A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, declarou nesta segunda-feira (23) que proporá aos Estados-membros do bloco o levantamento das sanções contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
"Veremos se há consenso. Ainda não sabemos", disse Kallas a jornalistas após uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas.
A alta funcionária afirmou que as autoridades interinas estão tomando algumas medidas favoráveis à Europa e citou a libertação de presos políticos europeus.
Kallas afirmou que deseja um debate mais amplo sobre como o bloco abordará as relações com as autoridades venezuelanas após a deposição de Nicolás Maduro, que foi detido pelos Estados Unidos em 3 de janeiro.
A Espanha anunciou na semana passada que pedirá à UE o levantamento das sanções contra Rodríguez em resposta às medidas que a presidente interina venezuelana está tomando "na direção certa", referindo-se à aprovação pelo Parlamento de uma lei de anistia que permite a libertação de presos políticos.
Rodríguez foi incluída na lista de autoridades venezuelanas sancionadas em 2018, quando era vice-presidente do então presidente Nicolás Maduro, e está proibida de entrar na União Europeia desde então.
A UE sancionou Rodríguez por seu papel nas eleições presidenciais realizadas na Venezuela em maio de 2018, nas quais Maduro conquistou um segundo mandato.
A UE considera que houve irregularidades nessas eleições e também não reconhece a vitória de Maduro nas contestadas eleições de 2024, que lhe garantiram um terceiro mandato.
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