Medellin constrói primeira megaprisão da Colômbia inspirada no modelo de Bukele
compartilhe
SIGA
Medellin avança na construção da primeira megaprisão da Colômbia inspirada no modelo da famosa prisão para membros de gangues criada pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador, informou a Prefeitura.
A prisão terá capacidade para mais de 1.300 detentos sob rígidas medidas de controle, afirmou Frederico Gutiérrez, o prefeito da segunda cidade do país, que chegou a ser uma das mais violentas do mundo antes da morte do narcotraficante Pablo Escobar em 1993.
Um funcionário da Prefeitura afirmou à AFP nesta sexta-feira (20) que o projeto da megaprisão é inspirado no Cecot (Centro de Confinamento do Terrorismo), a prisão de segurança máxima de El Salvador, alvo de denúncias de grupos de direitos humanos por supostos abusos contra os presos.
A Colômbia se junta, assim, a outros países latino-americanos, como Equador e Costa Rica, que constroem este tipo de prisões.
Mais recentemente, o presidente eleito do Chile, o ultradireitista José Antonio Kast, visitou o Cecot e pediu a Bukele "colaboração" para "melhorar" o sistema penitenciário de seu país.
Gutiérrez visitou, na quinta-feira (19), o local onde operários trabalham na construção da prisão, que será financiada com fundos públicos e privados.
O dirigente de direita assegurou que o centro não será vigiado por funcionários da autoridade penitenciária nacional, mas sim por uma equipe de segurança própria.
O prefeito explicou que a prisão, que estará pronta em 2027, contará com sistemas tecnológicos para impedir as comunicações dos detentos, já que uma das modalidades de extorsão mais comuns no país se origina nas cadeias.
A ideia é que as pessoas detidas fiquem "privadas de muitos privilégios", disse Gutiérrez à imprensa.
Em Medellin operam poderosos grupos criminosos.
A segurança está no centro do debate em vista da eleição presidencial de 31 de maio.
Os favoritos, segundo as pesquisas, são o senador de esquerda Iván Cepeda, um dos idealizadores da criticada política de paz do presidente Gustavo Petro de negociar com grupos armados, e o advogado de direita Abelardo de la Espriella.
Este último, que conta com o apoio do partido do prefeito de Medellin, propõe construir megaprisões nas quais os presos estejam a "dez andares abaixo da terra", alimentados "com pão e água".
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
das/nn/rm/aa