Ex-presidente do Kosovo se declara 'completamente inocente' em tribunal de Haia
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O ex-presidente do Kosovo e ex-líder político da guerrilha kosovar do fim dos anos 1990, Hashim Thaçi, afirmou nesta quarta-feira (18) ser "completamente inocente" na última audiência de seu julgamento por crimes de guerra perante um tribunal especial em Haia.
No processo, iniciado em abril de 2023, Thaçi e outros três acusados respondem por assassinatos, torturas, perseguições e detenções ilegais de centenas de civis e não combatentes, incluindo sérvios, romani e albaneses do Kosovo considerados opositores políticos, em dezenas de locais do país e da vizinha Albânia.
"Durante quase três anos, nesta sala de audiências, vocês ouviram as acusações da Promotoria. Também ouviram a verdade. Só há uma verdade. Sou completamente inocente", declarou Thaçi, de 57 anos, dirigindo-se ao tribunal.
Mais de cinco anos após ter renunciado ao cargo de presidente de Kosovo e sido preso, em novembro de 2020, Thaçi afirmou que as provas apresentadas pela Promotoria são "acusações infundadas que não se sustentam".
Em 9 de fevereiro, quando começaram as alegações finais, a promotora Kimberly West solicitou 45 anos de prisão para Thaçi e seus três corréus.
Hashim Thaçi é considerado um dos fundadores do movimento guerrilheiro kosovar. Foi líder da ala política do Exército de Libertação de Kosovo (UÇK, na sigla em albanês) durante o conflito contra as forças sérvias (1998-1999).
Os outros três acusados julgados no mesmo processo são Jakup Krasniqi, porta-voz do UÇK) à época dos fatos; Kadri Veseli, um dos aliados políticos mais próximos de Thaçi e chefe da inteligência da guerrilha; e Rexhep Selimi, responsável pelas operações.
Todos se declararam inocentes no início do julgamento. Cerca de 13 mil pessoas morreram no conflito, entre elas 11 mil albaneses do Kosovo, em sua maioria civis.
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